Autonomia Funcional de Idosas Fisicamente Ativas e Insuficientemente Ativas de Uma Cidade do Centro Sul Cearense: Um Estudo Seccional

Por: Danielli Braga de Mello, Degilvânia Ferreira dos Santos, , Glêbia Alexa Cardoso, Micheli Lopes Diniz e Rodrigo Gomes de Souza Vale.

Revista de Educação Física - Centro de Capacitação Física do Exército - v.86 - n.3 - 2017

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Resumo

Introdução: Estudos têm sido desenvolvidos de modo a contribuir para a melhoria da qualidade de vida na terceira idade e um dos aspectos a essa relacionados é a autonomia funcional, que pode ser beneficiada pela prática de atividade física.

Objetivo: Comparar a autonomia funcional de idosas fisicamente a tivas e insuficientemente ativas de uma cidade centro sul cearense.

Métodos: Estudo observacional, do tipo seccional, para o qual foram convidadas a participar mulheres idosas (>60 anos de idade), aleatoriamente, em diversos locais da cidade de Iguatu-CE. A autonomia funcional foi avaliada por meio do protocolo de autonomia GDLAM.

Resultados: Participaram 30 mulheres idosas (60 a 83 anos) foram divididas em dois grupos: G1 (n=15) composto de praticantes de exercícios físicos (66 ± 5,01 anos)  e G2 (n=15)  de  mulheres insuficientemente ativas (67 ± 6,17 anos). A única diferença entre os grupos G1 e G2 foi no teste de vestir e tirar uma camiseta (14,19 ± 4,13s vs 18,24 ± 12,51s). Os valores dos dois grupos ficaram bem próximos.  O G1 demostrou um melhor desempenho, com um resultado bom, e o G2 demorou na execução das atividades, com um resultado regular.

Conclusão: Mulheres idosas praticantes de exercícios físicos apresentaram maior autonomia funcional significativa no teste de vestir e tirar a camiseta quando comparada a mulheres insuficientemente ativas, demonstrando que a prática de exercício físico pode contribuir para maior autonomia.

Functional Autonomy of Elderly Physically Active and Insufficiently Active Elderly Women in a City in the Cearense Middle South: A Cross-Sectional Study

Introduction: Studies have been developed in order to contribute to the improvement of quality of life in the third age. One of the aspects related to it is the functional autonomy, which physical activity can benefit.

Objective: To compare the functional autonomy of  physical active and insufficiently active elderly women in a city center at south of Ceará.

Methods: This was a cross-sectional, observational study. In several locations in the city of Iguatu-CE, elderly women (> 60 years of age) were randomly invited to participate. The functional autonomy was evaluated through the GDLAM autonomy protocol.

Results: Thirty elderly women (60 to 83 years) were divided into two groups: G1 (n = 15) composed of physical exercise practitioners (66 ± 5.01 years) and G2 (n = 15) of insufficiently active women ( 67 ± 6.17 years). The only difference between groups G1 and G2 was in the in the dressing and undressing a T-shirt test (14.19 ± 4.13s vs 18.24 ± 12.51s). The values of the two groups were very close. The G1 showed a better performance with a good result, and the G2 took a long time to complete the activities, with a regular result.

Conclusion: Older women practicing physical exercise presented significant higher functional autonomy in the dressing and undressing a T-shirt test when compared to insufficiently active women, demonstrating that the practice of physical exercise can contribute to greater autonomy.


 

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