Avaliação da Aprendizagem do Golpe Tai-otoshi do Judô em Indivíduos com Deficiência Visual Por Meio de Demonstração Tátil-cinestésica: Dados Preliminares

Por: João Roberto Ventura de Oliveira.

II Congresso Paraolímpico Brasileiro

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Resumo

Pela observação de movimentos um aprendiz tem condições de captar importantes informações que o auxiliarão na organização e na execução de ações motoras subseqüentes. O modelo é crucial tanto para o estabelecimento de um referencial para correção como para a formação da imagem mental da ação pelo aprendiz. Mesmo sendo a visão a fonte sensorial mais importante para o controle motor, em determinados casos existe a necessidade de manipular outros tipos de informações sensoriais para demonstrar aos aprendizes a ação motora que deve ser executada. Esta situação ocorre no ensino para pessoas com deficiência visual que podem apresentar maior habilidade em utilizar outras fontes sensoriais como o tato e cinestesia, quando comparadas com pessoas sem deficiência. Tais pessoas tendem a ter uma neuroplasticidade compensatória no uso de outras modalidades sensoriais e alterações na integração multi-sensorial. A extensão da qualidade dessa utilização das informações sensoriais parece ser específica e dependente de fatores como o tempo de privação visual. Ao nosso conhecimento, não existem estudos que tenham investigado o papel da demonstração tátil e cinestésica na aprendizagem motora de pessoas com deficiência visual. Apoiado na literatura,foi levantada a hipótese de que pessoas com restrição visual apresentariam maior nível de aprendizagem do que pessoas sem deficiência devido a neuroplasticidade compensatória, fruto do período prolongado de utilização de outras modalidades sensoriais para captação de informações.

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