Avaliação da Atividade Eletromiográfica Durante a Manutenção de Torque Isométrico

Por: Flávia de Andrade e Souza.

58 páginas. 2009 03/06/2009

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Resumo

O objetivo geral dessa dissertação é avaliar o comportamento da atividade eletromiográfica durante a manutenção de de torqueisométrico e como a fadiga, informação visual e dor interferem nesse senso de torque. Participaram 15 sujeitos saudáveis com 23,5±3,4 anos, 66,2±13,4kg, e 169,8±8,4cm. Foi usado um dinamômetro isocinético para medir o torque extensor dos joelhos e um eletromiógrafo para medir a atividade eletromiográfica (EMG) de músculos selecionados (tibial anterior (TA), gastrocnêmio lateral (GL), vasto lateral (VL), vasto medial oblíquo (VMO), reto femoral (RF), bíceps femoral cabeça longa (BFL) e semitendinoso (ST)). Os sujeitos realizaram a contração voluntária isométrica máxima (CVIM) de extensão do joelho para definir as submáximas 20%, 40%, 60% e 80% da CVIM. As contrações voluntárias isométricas submáximas foram realizadas em diferentes condições experimentais: teste de senso de torque com e sem feedback visual dos dois joelhos; o mesmo teste de senso de torque após a indução da fadiga muscular no membro inferior dominante; e após indução da dor muscular no músculo VL do membro inferior dominante. Foi observado que os músculos respondem de maneira diferente aos efeitos da fadiga muscular. Após a fadiga, houve redução da frequência mediana do EMG de todos os músculos exceto do ST; enquanto a intensidade e variabilidade do EMG não se alteraram. A dor muscular reduz a frequência mediana de todos os músculos, não altera a intensidade e aumenta a variabilidade para os músculos GL, VL, RF. Em relação ao efeito da informação visual notou-se que a ausência da visão afetou o músculo ST e a presença afetou os músculos ST, VL, VMO, BFL. Sobre o efeito cruzado da fadiga, encontramos alteração da maioria dos músculos, o que evidencia um efeito bilateral da fadiga. Portanto, as atividades aferentes e comandos motores realizados de um lado podem alterar os padrões motores contralaterais. Como conclusão, a tarefa de senso de torque sob ação da fadiga, dor e informação visual mostrou que os músculos se ativam de maneira diferente para tentar manter o torque desejado e essa alteração ocorre do lado que sofreu a intervenção e do lado oposto. Palavras-chave: senso de torque, biomecânica, fadiga, dor, feedback visual, efeito cruzado.

Endereço: http://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/2009_108_souza.php

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