Avaliação da Capacidade Respiratória e Funcional de Individuos Obesos

Por: Flávia Perassa de Faria.

2011 00/00/0000

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Resumo

A obesidade está sendo considerada uma das grandes epidemias do século XXI. A sua etiologia é multifatorial e pode apresentar diversas repercussões, complicações e até morte precoce. A população obesa tem características próprias e marcantes tornando-se alvo de várias pesquisas científicas. O objetivo desse estudo foi avaliar e comparar a capacidade respiratória e funcional de voluntários obesos com eutróficos. Materiais e métodos utilizados: medidas antropométricas (massa corporal, estatura, índice de massa corpórea - IMC, circunferência da cintura - CC e do quadril - CQ, relação cintura/quadril- RC/Q), teste de função pulmonar, bioimpedância elétrica, avaliação das pressões respiratórias máximas - PRM e o teste de caminhada de 6 minutos – TC6. No tratamento estatístico foram realizadas as medidas de: posição, dispersão, assimetria e curtose. Também foram utilizados os testes de: Shapiro-Wilk; Wilcoxon; da mediana; Correlação de Spearman; Qui-quadrado; Kruskal-Wallis e análise de regressão. Resultados: a amostra foi composta por 204 voluntários divididos em 2 grupos: obesos (GO) com 84 mulheres e 41 homens, média de idade de 37,78±10,01anos e os eutróficos (GE) com 51 mulheres e 28 homens, média de idade de 30,67±8,73anos. As doenças associadas à obesidae apresentaram relação positiva com várias medidas antropométricas. Na espirometria do GO 104 indivíduos tiveram laudo de normalidade e no GE foram 73. As correlações foram positivas entre a PRM e a massa corporal no GO; e na massa corporal, IMC, CC e R C/Q no GE. Na massa magra (MM) as correlações foram positivas para todas as medidas antropométricas analisadas nos dois grupos. Já no TC6 foi negativa no GO para as medidas antropométricas e positiva no GE para massa corporal e CC. Foram apresentadas tabelas para as PRM dos grupos com equações de regressão para 12 modelos. Outra tabela desenvolvida foi da distância percorrida no TC6 por sexo, IMC e faixa etária, com determinação dos limites inferiores e superiores. Conclui-se que os obesos apresentaram as PRM acima dos eutróficos, mesmo quando estratificados por sexo, faixa etária e grau de IMC e que a distância percorrida no TC6 teve relação inversa, onde os eutróficos caminharam mais que os obesos, com diminuição das médias conforme o aumento do IMC e da idade. Este estudo resultou em várias equações de referência para a predição das pressões respiratórias máximas e da ventilação voluntária máxima em indivíduos obesos e eutróficos sedentários.

Endereço: http://www.bdtd.ucb.br/

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