Avaliação da Coordenação Motora em Crianças com Síndrome de Down Submetidos Ao Teste Ktk

Por: Camila Tantulli Caetano.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: A Síndrome de Down (SD) é uma anomalia genética caracterizada por um cromossomo extra no par 21, gerando características específicas, como a aparência física diferenciada, deficiência intelectual, cardiopatia congênita (40%); hipotonia (100%); problemas de audição (50 a 70%); de visão (15 a 50%); alterações na coluna cervical (1 a 10%); distúrbios da tireóide (15%); problemas neurológicos (5 a 10%); obesidade e envelhecimento precoce. Devido a essas alterações, eles possuem um atraso no desenvolvimento motor, podendo ser amenizado com a estimulação precoce e atividades físicas planejadas.

 Objetivo: Avaliação da coordenação motora em indivíduos com e sem SD através do teste KTK. Metodologia: Utilizou-se o teste de coordenação motora denominado KTK (Körperkoordinationstest für Kinder), aplicados em uma amostra de onze indivíduos, na faixa etária entre cinco e quatorze anos, com média de idade de 8,63 (± 3,7) anos, sendo onze com SD, dois meninos (18,1%) e nove meninas (81,9%) e onze sem, com dois meninos (18,1%) e nove meninas (81,9%), todos praticantes de atividades físicas há pelo menos um ano. O teste segue do simples para o complexo e é composto por quatro provas, sendo a primeira a de equilíbrio em marcha para trás sobre traves, a segunda saltos monopedais sobre blocos de espuma, a terceira em saltos laterais durante o tempo de quinze segundos e a quarta e última em transferência entre plataformas, sendo contada durante vinte segundos. Após, realizadas as tarefas, os resultados são marcados em uma planilha de contabilização e calculados através de uma equação de regressão linear múltipla, chegando-se ao resultado e classificando a coordenação dessas crianças.

Resultados: Notou-se que 9,1% das crianças com SD, possuem coordenação motora normal, sendo 100% do sexo feminino,
72,8% apresentam perturbação na coordenação, sendo 25% do sexo masculino e 75% do sexo feminino e 18,1 % possuem insuficiência na coordenação, com 100% do sexo feminino. Já nos indivíduos não portadores, 27,2% possuem coordenação motora normal, sendo 33,3% meninos e 77,7% meninas, 63,7% dos indivíduos apresentam perturbação na coordenação, com 14,3% meninos e 85,7% meninas e 9,1% das pessoas indicam insuficiência na coordenação, sendo 100% do sexo feminino.

Conclusão: Após a aplicação do teste pode-se comprovar o atraso no desenvolvimento motor de crianças
com SD, sendo necessário o acompanhamento de um profissional especializado para a realização de atividades físicas, amenizando esse retardo e possibilitando uma melhora na qualidade de vida desses indivíduos.

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