Avaliação da Estabilidade da Cintura Escapular e Lombo-pélvica Através do Upper Body Test: Reproducibilidade e Efeitos de Duas Organizações Metodológicas de Treinamento Funcional

Por: Alan dos Santos Fontes.

2017 30/08/2017

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Resumo

Limitações são encontradas ao verificar testes para capacidade de estabilidade da cintura escapular e lombo-pélvica, fato que compromete a capacidade de avaliação desta variável para a prática profissional e para a realização de pesquisa científica. A adequada capacidade de estabilidade do core é importante por prevenir dor lombar e melhorar o rendimento em esportes. O objetivo desta dissertação foi avaliar a reprodutibilidade do Upper Body Test e aplicá-lo para avaliação da capacidade de estabilização da cintura escapular e lombo-pélvica após um programa de treinamento com características funcionais, realizado com duas metodologias de organização de movimentos. Para isto, foi realizado um estudo para avaliar a reprodutibilidade do teste em adultos jovens, durante três dias de avaliações, através do coeficiente de correlação intraclasse, coeficiente de variação e análise gráfica de Bland-Altman, bem como, identificação da mudança mínima detectável do instrumento. Em seguida foi realizado um ensaio clínico controlado com três grupos: grupo de treinamento agrupado, grupo de treinamento alternado e grupo controle. Os grupos realizaram um período de treinamento com características funcionais, com a mesma carga e diferenciados pela organização metodológica dos movimentos. Um grupo treinou de maneira agrupada, um de maneira alternada de acordo com os padrões de movimentos funcionais, e o grupo controle não realizou nenhum tipo de treinamento. Os grupos foram avaliados antes e após 10 semanas de treinamento por meio do Upper Body Test. Foi observado diferença estatística entre a primeira e a segunda sessão de testes, com estandardização das avaliações para a terceira sessão. Desse modo encontrou-se alta a muito alta reprodutibilidade (r = 0,87 a 0,94) entre a segunda e terceira avaliação, com baixa variação (3,31% a 5,91%) e concordância entre as medidas obtidas com o Upper Body Test. A mudança mínima detectável para o teste, apresenta maior sensibilidade para os hemisférios corporais (3,3 a 3,8). A partir da reprodutibilidade obtida para o teste e aplicadas 10 semanas de treinamento, foi constatado que o grupo que treinou de maneira agrupada obteve melhora estatística entre os momentos inicial e final do treinamento, com um tamanho do efeito pequeno para as medidas em relação aos hemisférios corporais. O grupo de treinamento agrupado obteve diferença estatística em relação ao grupo controle. Assim conclui-se que Upper Body Test apresenta fiabilidade para avaliação da capacidade de estabilização da cintura escapular e lombo-pélvica em adultos jovens, e que a maneira de treinamento funcional agrupada promove melhora nessa capacidade de estabilização

Endereço: https://www.sigaa.ufs.br/sigaa/public/programa/defesas.jsf?lc=pt_BR&id=726

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