Avaliação da Funcionalidade de Mulheres Sedentárias de Meia Idade Submetidas a 4 Semanas de Exercícios de Pilates no Solo

Por: F. T. de Carvalho, I. F. Henriques, L. E. dos Santos, P. M. V. Mendes e R. C. M. Moraes.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O Pilates é um método de atividade física que desenvolve o trabalho resistido e de alongamento associado com a respiração, visando melhora da força, flexibilidade, postura, funcionalidade, condicionamento aeróbico e habilidades motoras. A atividade física adequada e regular possui efeitos positivos no processo de envelhecimento, sendo responsável pela manutenção e promoção da capacidade e autonomia funcional. O objetivo do estudo foi avaliar a funcionalidade de mulheres sedentárias de meia idade antes e após a prática de Pilates no solo. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, do tipo ensaio clínico, com amostragem não probabilística por conveniência. Inicialmente foram alocadas 18 voluntárias que frequentavam grupos de dança (duas vezes na semana) localizados em praças públicas em Teresina-PI. Utilizou-se como critério de inclusão a classificação como sedentária e não sedentária. Foram consideradas sedentárias as mulheres que realizavam menos de 150 minutos de atividade física durante a semana. Ao final apenas 10 voluntárias concluíram a intervenção. A autonomia funcional foi avaliada por meio do protocolo do Grupo Latino-americano de Desenvolvimento para Maturidade - GDLAM. Segundo o GDLAM, a autonomia é definida em um contexto holístico em três diferentes aspectos, sendo: autonomia de ação (independência física); autonomia de vontade (possibilidade de auto-determinação) e autonomia de pensamentos (julgamento de qualquer situação). O protocolo do GDLAM é composto de quatro itens: Caminhar 10 m (C10m); Levantar-se da Posição Sentada (LPS); Levantar-se da Posição Decúbito Ventral (LPDV) e Levantar-se da Cadeira e Locomoverse pela Casa (LCLC). O escore é atribuído pelo tempo (em segundos) que o sujeito leva para executar cada tarefa, de forma que, quanto menor o tempo, melhor o desempenho no teste. A partir dos resultados nos testes obtém-se o Índice GDLAM. Os exercícios de Pilates no solo foram realizados em um período de quatro semanas, com freqüência 3x/semana, duração de 50 minutos/sessão, totalizando 12 sessões. Foram selecionados exercícios para o trabalho de core, membros superiores e inferiores, objetivando ganhos de forma global. A média de idade foi de 53,90 anos (±2,92). Houve uma diminuição no índice GDLAM: 29,23±3,77 antes e 26,85±4,07 depois, com p=0,044, que corresponde a uma melhora da autonomia funcional. Ao avaliarmos os resultados de cada tarefa motora do GDLAM separadamente, observou-se diminuição em todos os itens: C10 (antes=8,22±0,98; depois=7,34±0,97, p=0,012); LPDV (antes=4,20±1,67; depois=3,48±1,94, p=0,0063); LPS (antes=17,26±1,95; depois=15,46±2,37, p=0,061) e LCLC (antes=28,32±5,01; depois = 27,97±4,7, p=0,77), com destaque para C10 e LPDV em que houve diferença estatisticamente significativa. Apesar de poucas sessões de treinamento, observou-se melhora na funcionalidade de mulheres sedentárias de meia idade após a prática de Pilates no solo.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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