Avaliação da Imagem Corporal de Idosas

Por: Priscilla Bastos Mattos Biasuz.

2016 04/05/2016

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Resumo

A construção de uma imagem corporal jovem e magra dada como ideal pela sociedade requer alguns procedimentos que às vezes se torna impossível devido aos fatores genéticos, econômicos e socioculturais de cada indivíduo, principalmente durante o envelhecimento. O processo de envelhecer é inevitável, mas os aspectos relacionados a pratica de exercício físico e um estilo de vida ativo podem contribuir com a independência funcional e melhor avaliação da aparência física. OBJETIVO: Avaliar a imagem corporal de idosas independentes. MÉTODOS: Participaram desta pesquisa 73 mulheres com idade média 64,05 ± 4,22 anos, funcionalmente independente e sem indicadores de comprometimento cognitivo. Para caracterizar o perfil das idosas e avaliar a imagem corporal foi realizado um questionário sociodemográfico, Body Shape Questionnaire (BSQ) e a escala de silhuetas de Stunkard . Na avaliação da composição corporal foi aplicado a bioimpedância (inbody S10). Para a classificação da percepção de autoimagem, os dados foram exibidos em percentis, e realizada a correlação de Spearman. RESULTADOS: O perfil das idosas investigadas neste estudo mostrou que as mesmas apresentavam independência, e na maioria casadas, concluintes do nível fundamental, com renda familiar de 2 a 4 salários mínimos, aposentadas, não moravam sozinhas e possuíam 2 filhos, não utilizavam internet e participavam de grupos para idosos e exercício físico. Tratando da imagem corporal os resultados demonstraram que 57 (78%) das idosas apresentaram insatisfação corporal pelo excesso de peso, e 3 (4%) insatisfação pela magreza e ainda apenas 13 (18%) das idosas indicaram que são satisfeitas corporalmente. Na distorção corporal observou-se por meio dos resultados que 48 (66%) das idosas exibiram ausência de distúrbio; 16 (22%) leve distúrbio; 4 (5%) moderado; 5 (7%) distúrbio grave. Quanto às correlações, a idade não foi significativa, sendo extremamente significativo o IMC p < 0,0001, CB p < 0,0001 e CC com p < 0,0004 e muito significativa para a variável de % G, p < 0,0015. Quanto as correlações relacionadas ao BSQ, a idade e a CC não apresentaram diferença estatística, por meio dos valores respectivos: p < 0,1106 e p < 0,3697. Valores significativos foram identificados nas variáveis de % G; IMC; CB; apresentando-os respectivamente: p < 0,0372; p < 0,0332; p < 0,0433. Conclusão: As alterações da composição corporal oriundas do envelhecimento influenciam negativamente na avaliação da autoimagem corporal das idosas investigadas.

Endereço: http://www.ufmt.br/ufmt/unidade/index.php/publicacoes/index/ppgef

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