Avaliação da Massa óssea de Adolescentes Atletas do Sexo Feminino Utilizando o Ultrassom Quantitativo de Falanges

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70 páginas. 2014 20/02/2014

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Resumo

Objetivos: Analisar quais os principais fatores que influenciam a massa óssea de crianças e adolescentes avaliada pelo ultrassom quantitativo de falanges, e avaliar a massa óssea de adolescentes do sexo feminino, envolvidas em esportes com e sem sobrecarga corporal, utilizando o ultrassom quantitativo de falanges para verificar a influência da prática esportiva no tecido ósseo. Métodos: Este trabalho foi escrito no método alternativo, onde consiste de uma introdução, um artigo de revisão sobre o tema e um artigo original com os dados da pesquisa. No primeiro capítulo foi realizada uma revisão sistemática da literatura utilizando como referência as normas propostas pelo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses). No segundo capítulo foi realizado um estudo transversal, no qual 192 adolescentes do sexo feminino divididas em três grupos: atletas de handebol (n=67), atletas de natação (n=62) e grupo controle (n=63) foram avaliadas pelo ultrassom quantitativo de falanges para avaliar a massa óssea através dos parâmetros AD-SoS e BTT, além de avaliados as variáveis de peso, altura, IMC e estádios de Tanner. Resultados: No primeiro capítulo foram incluídos 21 artigos na revisão sistemática, que apresentaram valores superiores de AD-SoS para as meninas em relação aos meninos durante o desenvolvimento fisiológico puberal. Os valores dos parâmetros do QUS de falanges aumentavam com o incremento do estágio maturacional. Variáveis antropométricas como idade, peso, altura, índice de massa corporal (IMC), massa magra demonstraram correlações positivas com os valores do QUS de falanges. A atividade física também demonstrou estar positivamente relacionada com o aumento da massa óssea. No segundo capítulo foram encontrados valores superiores de AD-SoS para as nadadoras em relação ao grupo controle, os dois grupos de atletas apresentaram valores superiores de BTT em relação ao grupo controle. Também foram encontrados valores superiores de AD-SoS para as atletas quando comparados os grupos pelos estádios de Tanner. Não houve diferença estatística entre os grupos de atletas e os parâmetros ósseos. Considerações finais: Na revisão da literatura os parâmetros AD-SoS e BTT como indicadores de massa óssea em crianças e adolescentes saudáveis demonstraram ser influenciados por variáveis como idade, altura, peso e desenvolvimento puberal, além de que o QUS de falanges demonstrou ser indicado para avaliar a massa óssea em populações pediátricas, podendo ser útil na identificação precoce de doenças osteogênicas. No estudo transversal foi possível observar que os parâmetros ósseos do QUS de falanges tem correlação com as variáveis de desenvolvimento maturacional, entretanto a atividade física frequente e programada exerce influencia positiva na massa óssea, sendo que a ação está mais associada com o tempo de prática e a frequência semanal de treinamento do que com as características das modalidades, seja com ou sem sobrecarga corporal

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