Avaliação da Qualidade de Vida Relacionada à Saúde de Participantes do Programa Terceira Idade: Vitalidade e Cidadania

Por: Cristiane de Paula Rezende, Elza Conceição de Oliveira Sebastião, Maria Ruth Gonçalves Gaede-carrillo e Nuncio Antônio de Araújo Sól.

Revista Brasileira de Qualidade de Vida - v.7 - n.1 - 2015

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Resumo

OBJETIVO: Analisar a percepção dos idosos do Programa Terceira Idade (PTI) em relação a sua qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS).

MÉTODOS: Foi realizado um estudo de caráter transversal do tipo inquérito exploratório descritivo aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa. Participaram 66 idosos residentes no município de Ouro Preto praticantes de atividades físicas no Centro Desportivo da Universidade Federal de Ouro Preto. Foram incluídos indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos participantes do PTI. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário semiestruturado com questões relacionadas às características sociodemográficas e clínicas e o questionário SF-36 para descrever a percepção dos idosos em relação à sua qualidade de vida (QV). Os resultados do SF-36 foram analisados por meio do cálculo da pontuação de cada dimensão para cada participante.

RESULTADOS: Dentre os participantes a maioria eram mulheres (78,8%), apresentavam idade entre 60 e 69 anos, referiram ter estudado até 8 anos e eram casados. Quanto às características clínicas, 42,5% deles relataram usar até dois medicamentos, a comorbidade autorreferida mais prevalente foi a hipertensão (59,0%) e 15,2% dos sujeitos referiram não apresentar nenhuma enfermidade. Os domínios referentes aos aspectos físicos, sociais e emocionais apresentaram pontuação 100,0 para pelo menos 50,0% dos sujeitos. A pontuação mediana obtida foi acima de 70,0, exceto para o domínio dor, nível considerado como bom para esses participantes específicos.

CONCLUSÕES: Os resultados mostraram que grande parcela dos idosos avaliados era fisicamente ativa e conhecia os benefícios da prática regular de exercícios físicos. Embora os idosos do PTI tenham relatado problemas de saúde crônicos e fizessem uso de polifarmácia, conjectura-se que os escores de QVRS tenham sido resultantes da regularidade das atividades físicas estimuladas pela assistência multidisciplinar. Ou seja, idosos participantes de programas de exercícios têm melhor percepção de QV, principalmente quando analisados os componentes relacionados à saúde.

Endereço: https://periodicos.utfpr.edu.br/rbqv/article/view/2115

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