Avaliação das Competências Emocional e Social de Pessoas com Condições de Deficiência Visual Total Praticantes de Atividade Física

Por: Cristiane Galvão da Costa.

2005

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Resumo

As atividades físicas proporcionam inúmeros benefícios, destacando-se os psicológicos e sociais, principalmente para as pessoas com condições de deficiência visual. O objetivo geral foi avaliar as competências emocional e social de pessoas com condições de deficiência visual, com idades entre 20 e 50 anos, participantes de um grupo de atividade física formal. E como objetivos específicos: traduzir e validar um instrumento para avaliação da coesão de grupo; analisar o nível da competência emocional das pessoas com condições de deficiência visual que participam de um grupo de atividade física; analisar o nível da competência social das pessoas com condições de deficiência visual participantes de um grupo de atividade física; e, verificar a existência de associação entre as competências emocional e social em pessoas com condições de deficiência visual que praticam uma atividade física. A pesquisa é caracterizada como descritivo-exploratória. Os participantes do estudo foram compostos por onze pessoas com condições de deficiência visual, integrantes de um grupo que pratica futsal, no SEST/SENAT, em Florianópolis-SC. Estes foram selecionados de maneira intencional, conforme os critérios de inclusão estabelecidos: possuir deficiência visual total; pertencer à faixa etária entre 20 e 50 anos; além de integrar o grupo que pratica esta atividade física formal há no mínimo 6 meses. Como instrumentos de medida foram utilizados o Como Mapear sua Inteligência Emocional (COOPER; SAWAF, 1997) e Questionário de Ambiente de Grupo, traduzido do The Group Environment Questionnaire (CARRON; BRAWLEY; WIDMEYER, 2002). E para a tradução do mesmo, utilizou-se o Método Back-Translation (BRISLIN, 1970). As pessoas com condições de deficiência visual praticantes de futsal apresentaram potencialidades na maioria das competências emocionais: Intencionalidade, Criatividade e Elasticidade (Resiliência), na maioria das situações e mesmo sob pressão. Entretanto, apresentaram dificuldades e vulnerabilidades nos aspectos Conexões Interpessoais e Insatisfação Construtiva. Quanto à coesão de grupo, os participantes localizaram-se no primeiro quartil nos aspectos Atração Individual para o Grupo-Social e Atração Individual para o Grupo-Tarefa, no segundo quartil no aspecto Integração de Grupo-Social e, entre o segundo e terceiro quartis no aspecto Integração de Grupo-Tarefa. Sendo que neste último o grupo apresentou os índices mais elevados de coesão. Encontrou-se associação das Conexões Interpessoais e a Insatisfação Construtiva com a Integração de Grupo-Social; Pressões no Trabalho e Integração de Grupo-Tarefa; Expressão Emocional e Atração Individual para o Grupo-Tarefa; e, Consciência Emocional dos Outros e Atração Individual para o Grupo-Tarefa. Estas associações reforçam as relações de interdependência entre as dimensões da Coesão de Grupo e as variáveis da Competência Emocional.

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