Avaliação Eletromiográfica dos Músculos Estabilizadores da Patela Durante Exercício Isométrico de Agachamento em Indivíduos com Síndrome da Dor Femoropatelar

Por: Débora Bevilaqua-grossi e Lílian Ramiro Felicio.

Revista Brasileira de Medicina do Esporte - v.11 - n.3 - 2005

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Resumo

O objetivo deste trabalho foi comparar a atividade elétrica dos músculos vasto medial oblíquo (VMO), vasto lateral longo (VLL) e vasto lateral oblíquo (VLO) durante os exercícios isométricos de agachamento wall slide a 45º (WS 45º) e 60º (WS 60º) de flexão do joelho. Foram avaliadas 15 mulheres clinicamente saudáveis e 15 mulheres com síndrome da dor femoropatelar (SDFP). Os registros eletromiográficos foram obtidos por eletrodos ativos simples conectados a um eletromiógrafo durante a contração isométrica voluntária máxima (CIVM) do WS 45º e WS 60º. Os dados foram analisados pela média dos valores do root mean square (RMS) do sinal eletromiográfico, normalizado pela média do RMS obtido no agachamento a 75º de flexão do joelho. A análise estatística empregada foi o teste ANOVA two way (p < 0,05) e teste de Duncan post hoc (p < 0,05). Os resultados revelaram que o exercício WS 60º apresentou maior atividade elétrica nos músculos VMO, VLL e VLO quando comparado com o WS 45º, para os grupos controle e SDFP. Durante o WS 60º, para o grupo controle, não foram observadas diferenças na atividade dos músculos VMO, VLO e VLL, sugerindo um equilíbrio na atividade elétrica destes músculos, enquanto que no WS 45º o músculo VLL apresentou maior ativação quando comparado com os músculos VMO e VLO. Para o grupo SDFP, esse equilíbrio entre as porções medial e lateral do músculo quadríceps foi observado em ambos os exercícios. Esses dados sugerem que WS 60º, para o grupo controle, pode ser mais efetivo para programas de fortalecimento muscular. Contudo, para o grupo com SDFP, ambos os exercícios podem ser indicados durante o programa de reabilitação. Além disso, a ausência de diferenças na atividade eletromiográfica dos músculos VMO, VLO e VLL entre os grupos, neste estudo, sugere que o desequilíbrio muscular pode não ser um fator predisponente da SDFP.

Endereço: http://www.scielo.br/pdf/rbme/v11n3/a01v11n3.pdf

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