Avaliação Funcional de Eversores e Inversores de Tornozelo em Atletas de Uma Equipe de Futsal.

Por: Giuliano Jacques Liotto.

2008 00/00/0000

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Resumo

As lesões de tornozelo, mais precisamente na articulação subtalar, chamadas de entorses, estão bastante presentes no âmbito esportivo. No futsal, esporte amplamente praticado em nosso país, a entorse por inversão do tornozelo está entre as lesões que mais acometem os atletas em todos os níveis de sua prática devido às exigências que o esporte impõe. Avaliações isocinéticas têm sido utilizadas na medição de performances musculares com o intuído de se obterem dados mais precisos em relação às forças produzidas por diferentes grupos musculares. A razão de torque e ativação são duas variáveis que podem ser medidas nestes testes servindo como parâmetro para detectar possíveis desequilíbrios musculares entre músculos agonistas/antagonistas. Este trabalho buscou avaliar as razões de torque e ativação, bem como a potência e o trabalho musculares realizados pela musculatura eversora e inversora do tornozelo em atletas de uma equipe de futsal. Foram avaliados 13 atletas, dos quais 7 atletas com lesão unilateral de tornozelo serviram de amostra para uma comparação entre o membro lesado e não lesado. As razões de torque e ativação da musculatura eversora e inversora do tornozelo foram avaliadas durante contrações isométricas voluntárias máximas nos ângulos de -20º de inversão, 0º e 20º de eversão, e isocinéticas concêntricas e excêntricas nas velocidades de 60º, 120º e 180º/s. As variáveis de trabalho e potência também foram obtidas nestes testes. As razões de torque foram obtidas com a divisão dos valores do pico de torque eversor pelo pico de torque inversor, e as razões de ativação da mesma forma, porém dividindo o valor RMS do sinal EMG dos músculos eversores Fibular Curto e Fibular Longo pelo músculo inversor Tibial Anterior. Os valores encontrados nas razões de torque convencionais e funcionais não demonstraram diferenças significativas entre o grupo de tornozelos com e sem lesão, com exceção da razão funcional inversora EVexc/INVcon, na qual foram encontrados valores maiores no grupo lesado, o que indica possível desequilíbrio na relação Ev/Inv. As razões de ativação não mostraram diferenças significativas entre os dois grupos. Já as variáveis trabalho e potência foram equivalentes nos dois grupos, o que demonstra que após a lesão e a recuperação destes atletas, e com a volta as atividades esportivas houve um reestabelecimento na produção das forças musculares que atuam na musculatura eversora e inversora do tornozelo.

Endereço: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/15756

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