Avaliação Longitudinal do Efeito do Tempo de Prática de Pilates Solo na Cinemática Respiratória

Por: Graziely Rodrigues Zanoni.

2016 30/03/2016

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Resumo

O método Pilates solo tornou-se popular entre o público saudável como uma opção de atividade física por oferecer aulas em grupo e pelo seu baixo custo em relação ao método Pilates com aparelhos. Considerando que todos os exercícios utilizados no método Pilates solo envolvem o controle da respiração é plausível esperar que sua prática possa trazer alterações benéficas à mecânica respiratória. Assim, este trabalho teve por objetivo analisar os efeitos do tempo de prática do Pilates solo na cinemática respiratória. Para isso, foi realizada a análise cinemática tridimensional dos movimentos respiratórios de mulheres saudáveis distribuídas em grupo Pilates (n= 10) e Controle (n=07) durante as manobras respiratórias em volume corrente e capacidade vital. A partir das coordenadas 3D de marcadores posicionados sobre o tórax e o abdome foi calculada a mobilidade do tórax superior, tórax inferior e abdome, assim como a contribuição dos compartimentos para a mobilidade total e a coordenação entre eles durante a avaliação inicial (momento zero) e após 3, 6, 9 e 12 meses de treinamento de Pilates solo. A expansibilidade e a contribuição dos compartimentos foram avaliadas pela amplitude da curva de volume em função do tempo e a coordenação pelo ângulo de fase. A expansibilidade total do tronco e do abdome em volume corrente aumentou no grupo Pilates após três meses de treinamento, mas o abdome reduziu a expansibilidade após nove meses. Após doze meses de treinamento com Pilates solo, a expansibilidade total do tronco e do tórax inferior aumentou em manobra respiratória da capacidade vital. O grupo controle aumentou a expansibilidade do tórax inferior após doze meses tanto em volume corrente quanto em capacidade vital. A contribuição do tórax inferior do grupo Pilates aumentou em ambas as manobras respiratórias após nove e doze meses. O grupo controle também aumentou a contribuição do tórax inferior tanto em volume corrente quanto em capacidade vital após nove e doze meses, mas a contribuição do compartimento abdome reduziu após três e doze meses. A coordenação entre os compartimentos (tórax superior vs. tórax inferior) foi menor no grupo Pilates em relação ao grupo controle durante a manobra de volume corrente no período inicial e após seis meses. Esses resultados sugerem uma maior ação do músculo diafragma em ambos os grupos. Porém, a prática de Pilates solo impactou aumento da expansibilidade total do tronco nas manobras respiratórias, o que não foi observado no grupo controle. De maneira geral, doze meses de Pilates solo aumenta a mobilidade toracoabominal de mulheres saudáveis.

Endereço: http://www.educacaofisica.ufes.br/pt-br/pos-graduacao/PPGEF/detalhes-da-tese?id=9743

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