Avaliação Metabólica Nutricional de Obesas no Basal e Após Tratamento com Dieta Hipocalórica e Tratamento em Circuito ou Caminhada

Por: Carlos Alexandre Fett.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano - v.8 - n.1 - 2006

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Resumo

Propósito: Observar obesas pré e pós-dieta hipocalórica moderada, mais treinamento em circuito ou caminhada. quanto a variáveis nutricionais. Métodos: Grupos: treinamento em circuito, CIRC, n = 26, índice demassa corporal (IMC, kg/m2) = 33,2 ± 7,9 (Média desvio padrão); idade = 32,6 ± 9,7 anos; e treinamento em caminhada, CAM, n = 24, IMC = 29,2 ± 3,4; idade = 38,8 ± 10,5 anos. Avaliações: a composição corporal, coleta de urina e sangue, calorimetria indireta e testes físicos eram obtidos no inicio (M1) e final (M2) do estudo. Treinamento: mês 1 = 1 h x 3 d/semana; e mês 2 = 1 h x 4 d/semana. Dieta: foi adaptada do registro alimentar de uma semana, ajustado ao gasto energético de repouso (GER) e balanceada, com a seguinte proporção: 20% de proteínas; 20% de gorduras; e 60% de carbohidratos. Resultados: Pré-intervenção: 76% tinham algum familiar obeso; havia sintomatologia indicativa de: 60% ansiosas, 12% depressivas, 34% compulsivas e 32% distúrbio do sono, avaliadas por questionário no exame clínico. Foram encontrados níveis alterados de colesterol total (CT, mg/dL), e ou frações em 22% das sujeitas. O peso, IMC, o índice abdômem/quadril (IAQ), a soma de oito pregas cutâneas (SP8) se correlacionaram significativamente a quatro variáveis bioquímicas, e a circunferência do abdômen(CAb), e o percentual de gordura por antropometria (%GAntro) a cinco. Intervenção: O peso, IMC, %GAntro, endomorfia, massa gorda por bioimpedância (MGBia) e percentual de gordura por bioimpedância (%GBia), foram reduzidos significativamente nos dois grupos. O CIRC melhorou significativamente em todos (seis) e o CAM em três testes físicos. O CIRC teve significância para: glicose ↓ (Gli), ↓ AU, ↓ CT, ↓ Tg (todos em mg/dL), ↑ glóbulos vermelhos (GV) (mm3) e ↑ hematócrito (Ht) (%); e o CAM para: ↓ Gli, ↓ AU, ↓ HDL, ↑ CT/HDL, ↑ GV, ↑ Ht. O GER não teve diferença em ambos os grupos. Conclusões: Pré-intervenção: Os dados antropometricos indicam boa correlação com os fatores bioquímicos de risco, mas não tem uma tendência constante. A taxa CT/ HDL apresentou correlação com todas as medidas antropométircas e a Gli com nenhuma. A obesidade destas mulheres parece ter múltiplos fatores e o estilo de vida papel determinante. Intervenção: A atividade física per sefoi importante para causar modificações nutricionais e da composição corporal nestas obesas. O CIRC teve melhor associação com o incremento da performance física e dados bioquímicos sanguineos e ambos os grupospreservaram o GER.

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh/article/view/3775

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