Avaliação Postural de Idosos: Metodologia e Diagnóstico

Por: Débora Soccal Schwertner.

2007

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Resumo

Este estudo de cunho descritivo-diagnóstico teve como objetivo principal validar o sistema de avaliação postural e avaliar a postura (região cervical e torácica no plano sagital) de idosos com diferentes níveis de atividade física. Participaram do estudo 72 idosos, sendo 55 mulheres e 17 homens, com média de idade de 69,19 anos (_=6,63), pertencentes ao Grupo de Estudos da Terceira Idade (GETI) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Os instrumentos para a coleta de dados foram: entrevista contendo ficha de identificação (nome, sexo, idade, estatura) e o IPAQ (Questionário Internacional de Atividade Física, versão 8, forma longa e semana normal), que avalia o nível de atividade física. Para este estudo foi elaborado um sistema de avaliação da postura, com a construção da Plataforma Giratória para Avaliação Postural (PGAP), usou-se também filmadora, suporte de calibração e software específico. Os instrumentos foram aplicados aos idosos individualmente. Os dados foram tabulados e armazenados no pacote estatístico Statistica versão 6.0, usou-se os testes de Correlação de Pearson, Qui Quadrado e t Student, adotando-se um nível de significância de p<0,05. Dos 72 idosos avaliados, 53 eram idosos jovens (60 a 74 anos) e 19 idosos idosos (acima de 75 anos). A maior parte dos idosos pôde ser considerada fisicamente ativa (98,6%). As mulheres idosas eram mais ativas que os homens. A média do tempo sentado ( =1876 min/sem) foi superior ao tempo realizando atividade física ( =1732 min/sem). Idosos jovens eram mais ativos ( =1136 min/sem.) que os idosos idosos ( =825 min/sem.). A média do índice da cervical% foi de 37,5 e da torácica% de 15,9. Segundo testes estatísticos não houve relação significativa entre estas variáveis. As mulheres apresentaram maior índice cervical% (38,4) que os homens (34,5) e menor índice torácico% (15,7 e 16,4, respectivamente). Os mais jovens apresentaram índices maiores para a cervical% (38,7) e torácica% (15,9) que os mais velhos (34,0 e 15,7). Houve diferença significativa (teste t) para o índice da cervical% e a classificação etária (p=0,0598). O ápice da curva cervical e torácica para todos os idosos estava situado na parte superior da curvatura. O ápice da torácica e o índice da torácica% apresentaram correlação estatisticamente significativa (r=0,23). Quanto mais acentuada a torácica mais superior, na curva, está o ápice. Não se observou relação entre o nível de atividade física e os valores dos índices da cervical%. Porém observou-se para a torácica. Índices mais elevados de cifose estavam associados a níveis mais elevados de atividade física. Conclui-se que: O sistema de avaliação postural construído atendeu as necessidades do estudo, e mostrou-se de fácil aplicabilidade, e seguro para os idosos. Os indicadores propostos para medição das regiões cervical e torácica possibilitaram demonstrar a magnitude e características das curvas. Idosos mais ativos estão relacionados a curvas mais acentuadas na região torácica.

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