Avaliação da Qualidade de Vida e dos Sintomas de Stress em Mulheres Menopausadas com Disfunção da Articulação Temporomandibular

Por: Claudia Maria Peres.

2008 22/02/2008

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Resumo

A literatura relata que, a menopausa tem início entre 38 e 55 anos (dependendo do fator genético). Devido a diminuição na produção do hormônio estrogênio em 75% a 80% das mulheres ocorrerão sintomas tipo: suores noturnos, fogachos (ondas de calor), secura vaginal tornando a relação sexual desagradável, diminuição da libido, do brilho da pele, da memória e da atenção, insônia, irritabilidade, baixa auto-estima, osteoporose em 25% das mulheres (perda de massa óssea em 1% ao ano) e outras doenças ósteo-musculares. Nessa fase também ocorrerá aumento da gordura corporal na região do abdome com elevação da incidência de doenças cardiovasculares. As mulheres menopausadas com sintomas de disfunção temporomandibular (DTM) podem apresentar depressão, ansiedade e stress pela constância da sintomatologia de desconforto e dor. Dessa forma, o objetivo geral desta pesquisa foi de avaliar a qualidade de vida e os sintomas de stress em mulheres menopausadas com DTM que freqüentavam o serviço do Centro de Saúde da Comunidade/ Coordenadoria de Serviços Sociais da Universidade Estadual de Campinas. Foram selecionadas 30 voluntárias, funcionárias e alunas da UNICAMP, com idades entre 38 e 65 anos, diagnosticadas como portadoras da sintomatologia de DTM e com menopausa clinicamente comprovada (12 meses sem menstruações). As voluntárias foram avaliadas através de uma ficha de anamnese, do Questionário de Qualidade de Vida SF-36 e do Inventário de Sintomas de Stress de Lipp (ISSL). Para a análise da ficha de anamnese utilizamos a estatística descritiva e para os dados coletados no Questionário de Qualidade de Vida SF-36 foi utilizado o Software EpiInfo 6® (DEAN et al., 1995). Na análise do ISSL, após a soma dos resultados brutos verificou-se a porcentagem correspondente nas tabelas de correção dos sintomas e das fases de stress. Os resultados obtidos na ficha de anamnese mostraram que as mulheres apresentavam dor crônica sendo: 73,33% de dor nas ATMs, 73% das mulheres apresentaram dores nos músculos masseter e escalenos, 56% nos músculos pterigóideo lateral e pterigóideo medial, 50% no ângulo da mandíbula e nos músculos temporais, 46% no músculos rombóides e 43,33% cefaléia e dor no ouvido. Em relação ao aperto e ao ranger dos dentes as mulheres descreveram respectivamente 73,33% e 66,66%. Já em relação à queixa principal foi relatado: dor nos músculos trapézios 20%, fundo de olho 16,66%, crepitação nas ATMs 13,33%. Quanto à QV os piores escores encontrados foram relacionados com aspectos físicos, dor e vitalidade. Já em relação ao ISSL os resultados mostraram que a fase de stress com maior escore (43,33%) foi à fase de resistência e os sintomas de stress com maior porcentagem foram os psicológicos com 43,33%. As conclusões de nossa pesquisa mostraram que queixas reincidentes constavam nos dados da ficha de anamnese, no SF-36 e no ISSL, sendo interessante a aplicação desse modelo em novas pesquisas por multiprofissionais e em outro tipo de população para consolidação da mesma. 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000437536&opt=1

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