Avaliação da Técnica de Pedalada de Ciclistas em Diferentes Alturas do Selim

Por: Vanderson Luis Moro.

2012 29/02/2012

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Resumo

A biomecânica do ciclismo estuda os fatores ambientais e os fatores mecânicos internos e externos que podem afetar o desempenho dos ciclistas. A altura do selim é um dos fatores mecânicos externos que podem afetar a técnica da pedalada. Objetivo: Avaliar a influência das diferentes alturas do selim na ativação muscular dos músculos vasto lateral (VL), reto femoral (RF), bíceps femoral (BF) e gastrocnêmio lateral (GL), na força efetiva producente (Feprod) e na força efetiva contraproducente (Fecprod) de ciclistas e triatletas competitivos. Método: Participaram deste estudo 12 atletas, sendo cinco ciclistas e sete triatletas. Na primeira visita ao laboratório foram mensuradas as características antropométricas (massa corporal, estatura e dobras cutâneas) e realizado um teste progressivo máximo em cicloergômetro para verificar o consumo máximo de oxigênio, concentração de lactato e a potência produzida. Nas três visitas subsequentes foram realizados dois testes de carga constante (domínio pesado) e o teste de Wingate. No primeiro teste, a posição do selim estava na altura de referência (posição do selim utilizada pelos atletas em treinamentos e competições). A posição de referência do selim foi alterada verticalmente (para cima e para baixo) em 2,5% da altura da sínfise púbica até o solo nas outras duas etapas. A ativação muscular do VL, RF, BF e GL do membro inferior direito e as forças aplicadas no pedal (Feprod e Fecprod) de ambos os membros inferiores foram mensuradas durante todos os testes. A estatística consistiu do teste t de Student para amostras pareadas, coeficiente de correlação intraclasse e ANOVA para medidas repetidas, completada pelo testes post-hoc de Tukey (HSD) (GraphPad Prism® 4.0. e SPSS versão 15.0 for Windows). Os resultados de todas as análises foram considerados significativos quando p?0,05. Resultados: 1) Testes de carga constante: A correlação intraclasse mostrou valores de repetibilidade moderado a excelente (entre 0,50 e 1,0) para a maioria das variáveis investigadas. Em geral, não houve alterações significativas da Feprod e Fecprod, ângulos do pedivela onde ocorreram os picos das Feprod e Fecprod e ativação muscular do VL, RF, BF e GL entre as posições do selim. 2) Teste de Wingate: A potência pico absoluta e a potência pico relativa foram maiores nas posições do selim alta e baixa em relação a posição do selim de referência. Em geral, a Feprod e a Fecprod, os ângulos do pedivela onde ocorreram os picos das Feprod e Fecprod e a ativação muscular do VL, RF, BF e GL não apresentaram diferença entre as posições do selim. Houve um acréscimo da Feprod, seguida por um decréscimo da cadência e dos ângulos do pedivela onde ocorreram os picos da Feprod e Fecprod (apenas membro inferior dominante) durante o teste de Wingate. O membro inferior dominante dos atletas produziu mais Feprod do que o membro inferior não-dominante, independente da altura do selim investigada (referência, baixa e alta). Conclusão: Os dados sugerem que alterações de 2,5% na altura do selim em ciclistas e triatletas competitivos não resultam em grandes mudanças na técnica de pedalada.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/99226

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