Avaliação de Variáveis Fisiológicas em Nadadores de Porto Velho/ro em Um Ciclo de Treinamento

Por: Ana Isabela Morsch Passos.

III Congresso de Ciência do Desporto

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INTRODUÇÃO: A relação entre a atividade física e saúde é bem estabelecida na literatura. A repercussão do condicionamento físico na função pulmonar com avaliação das variáveis espirométricas em indivíduos saudáveis tem sido pouco relatada. Cheng (2003) demonstrou o efeito da atividade física na função pulmonar, com aumento de volume expiratório forçado no primeiro segundo (FEV¹) e capacidade vital forçada (CFV), com a espirometria. A avaliação espirométrica gera parâmetros quantitativos da função ventilatória pela medida dos volumes: volume corrente (VC), Volume de reserva expiratório (VRE), volume de reserva inspiratório (VRI) e capacidades pulmonares. Treinamentos específicos como de natação levam a alterações fisiológicas significativas no sistema cardiopulmonar e neuromuscular.

OBJETIVO: O presente estudo avaliou o incremento das respostas fisiológicas de volumes e capacidades pulmonares no treinamento físico de nadadores e sua relação com níveis sanguíneos de lactato, em diferentes períodos do ciclo de treinamento.

METODOLOGIA: Participaram do estudo 16 nadadores, ambos os gêneros, com idade entre 13 a 19 anos, e após serem esclarecidos a respeito da natureza do estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Os atletas foram submetidos a avaliação periódica, na fase básica e específica do treinamento.Foram realizadas avaliações antropométricas e espirométricas. Com relação a espirometria foram realizadas as manobras para avaliação da Capacidade Vital (CV), Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF¹), ventilação voluntária máxima (VVM). Os resultados das variáveis espirométricas foram calculados manualmente de valores absolutos de acordo com

formulas prescritas no II consenso Brasileiro sobre espirometria (Pereira 2002). A lactatemia pela punção digital após realização de esforço submáximo, no primeiro e quinto minuto de repouso de cada tiro nadado. O protocolo de treino realizado foi de 200 e 400 metros estilo crawl, com intervalo de repouso de 40 minutos. A freqüência cardíaca foi monitorada antes e imediatamente após esforço.

RESULTADOS: Os parâmetros de volume de reserva inspiratório, capacidade inspiratória, volume de reserva expiratório e volume expiratório forçado no primeiro segundo apresentaram diferença significativa entre período básico e período específico de treinamento. Houve redução significativa, comparando-se a primeira com a segunda coleta, na freqüência cardíaca inicial aos 400 metros, lactato primeiro minuto 200 metros, lactato primeiro minuto 400 metros e percentual de gordura corporal.

CONCLUSÃO: As alterações das capacidades pulmonares após treinamento de natação não apresentou relação com níveis de lactatemia. As respostas entre os gêneros são distintas: com alterações de parâmetros metabólicos no grupo masculino e alterações nos parâmetros pulmonares no feminino

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