Avaliações Autonômicas e Cardiovasculares em Pessoas com Lesão da Medula Espinhal nas Situações de Repouso, em Um Teste de Estresse Mental e Durante Exercício Físico

Por: Lucinar Jupir Forner Flores.

2012 03/02/2012

Send to Kindle


Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar as respostas autonômicas e cardiovasculares em pessoas com lesão da medula espinhal (PLME) praticantes de Rugby em Cadeira de Rodas (RCR) em diferentes situações. A amostra foi composta de dez (10) tetraplégicos do sexo masculino com média de idade de 29,6 ± 6,5 anos. As coletas foram realizadas na UNICAMP, com a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa sob-protocolo nº 276/2010. Foram realizadas avaliações antropométricas. A potência aeróbia (PA) foi estimada por um teste máximo de quadra com duração de 12 minutos. A Pressão arterial (PAS) verificada pelo método auscultatório e o registro da variabilidade da PAS (VPAS) através do equipamento Finometer® (Finapress©). Avaliações da VFC foram realizadas com os sujeitos sentados nas cadeiras próprias (repouso, estresse mental e exercício). O Stroop Test foi utilizado como teste de estresse mental (TEM). Para o registro de informações da VFC foi usado o frequencímetro modelo RS800CX-POLAR© e posteriormente foi utilizado o software da Polar© para análise dos dados. Os dados foram apresentados em média±desvio padrão. Para análise estatística foi utilizado o software INSTAT®. Valores de p<0,05 foram considerados significativos para diferenças entre situações de avaliação. O tempo de lesão medular foi de 7,5 ± 4,1 anos. Quanto à massa corporal e estatura dos sujeitos, foi verificada média de 64,5 ± 6,2 kg e 1,75 ± 0,09 m. O índice de massa corporal foi de 21 ± 1,4 kg/m2. Já o percentual de gordura (DXA) foi de 21± 5,4%. O valor médio da distância percorrida no teste de 12 min, para a estimativa da PA foi de 1579,5 ± 439,1 m. O valor médio para a PA estimada correspondeu a 18,03 ± 8,1 ml/kg/min-1. Valores de FC e PAS foram significativamente maiores ao final do teste de 12 min quando comparados aos valores de repouso e recuperação. Resultados de FC ao longo do teste de estresse mental revelaram-se maiores que os valores de FC iniciais do registro. A PAS não apresentou diferenças entre as avaliações de repouso e estresse mental, assim como os valores de VFC não apresentaram diferenças significativas nestas situações. Valores do balanço autonômico da VFC também não apresentaram diferenças quando comparado valores iniciais e no teste de estresse mental (BF, AF e BF/AF). Já em exercício a VFC apresentou diferenças, assim como os valores de BF, AF e BF/AF quando comparado aos valores pré e pós exercício. A VPAS apresentou-se reduzida pós exercício físico, assim como a PASist e o índice de BF quando comparados aos valores pré exercício físico. Estes resultados indicam que a amostra estudada apresenta potência aeróbia dentro da normalidade para esta população. O % de gordura foi menor do que outros estudos com tetraplégicos. Ocorreram alterações durante o exercício físico nos componentes da VFC e VPAS semelhantes aos de outros estudos com tetraplégicos - (repouso x TEM x pós exercício físico). Há indícios de menores prejuízos neste grupo estudado em relação aos danos no controle autonômico da circulação, provavelmente por esta amostra participar de programa de treinamento físico.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000845682&opt=1

Ver Arquivo (PDF)

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.