Balanço da Produção do Conhecimento Sobre Diagnósticos de Esporte: Contribuições Para a Implementação do Diagnóstico Nacional do Esporte

Por: Alini Café Rogaciano, , e Clara Lima de Oliveira.

2010

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INTRODUÇÃO
O presente estudo traz uma revisão dos trabalhos publicados sobre o diagnóstico do esporte brasileiro. A questão científica é sob que base teórica epistemológica foram construídos e implementados os principais diagnósticos do esporte no Brasil. Quais suas fontes de dados, seus instrumentos de investigação, a analise e exposição dos resultados e seus principais resultados. O Objetivo do estudo é identificar, caracterizar e critica os principais diagnósticos e levantar subsídios para a implementação do Diagnostico Nacional do Esporte a ser executado pela FACED/UFBA. As fontes serão os diagnósticos já executados no Brasil a saber: Ministério da Educação e Cultura, Departamento de Desportos e Educação Física, o Ministério do Planejamento e Coordenação Geral, e o Centro Nacional de Recursos Humanos, juntos realizaram o "Diagnóstico de Educação Física/Desportos; IBGE, 2003, perfil esportivo dos estados e municípios brasileiros. Dossiê Esporte: um estudo sobre o esporte na vida do brasileiro, 2005; PEREIRA DA COSTA, Atlas do Esporte do Brasil. O instrumento de análise será uma matriz paradigmática que conterá as principais categorias de analise teórico metodológica previstas para o estudo. Os dados serão expostos em tabelas e analisados considerando o tempo histórico em que foram realizados.

DESENVOLVIMENTO
A primeira grande investigação sobre o esporte no país foi no governo Médici, em 1969, auge da ditadura militar, o Ministério da Educação e Cultura, Departamento de Desportos e Educação Física, o Ministério do Planejamento e Coordenação Geral, e o Centro Nacional de Recursos Humanos, juntos realizaram o "Diagnóstico de Educação Física/Desportos". A realização deste estudo tinha como objetivo principal identificar os níveis de aptidão física da população, de políticas ligadas à saúde e aperfeiçoamento do homem brasileiro em todos os aspectos e melhorar a sua qualidade de vida. Outro estudo do gênero só foi realizado no ano de 2003, feito pelo IBGE, restringia-se ao perfil esportivo dos estados e municípios brasileiros. Com dados quase que exclusivamente técnicos, sobre as instalações e equipamentos esportivos, sobre a realização de eventos oficiais ou não na localidade, falhou em não aprofundar estudos sobre o real padrão esportivo do brasileiro. Em 2005 foi publicado o Dossiê Esporte: um estudo sobre o esporte na vida do brasileiro.

Este apresentou alguns avanços, neste diagnóstico houve uma preocupação maior em identificar o significado de esporte para a população, e quais são as relações encontradas na pratica esportiva, além de dados sobre o valor econômico do esporte e o PIB do esporte nacional. Apesar de todas essas avaliações realizadas, ainda não temos no Brasil uma forte política de acessibilidade esportiva para a grande maioria da população. O grau de desenvolvimento do esporte e lazer precisa ser profundamente conhecido a partir de uma reestruturação do sistema nacional esportivo, para que as práticas corporais esportivas sejam de fato universalizadas e democratizadas.

Nesse sentido é proposto um Diagnóstico Nacional do Esporte que identifique os problemas das instituições componentes do atual sistema esportivo nacional, determinando estratégias para solução dos problemas apresentados, visando consolidar uma Política Nacional de Esporte que supere a atual. Este diagnóstico encomendado à UFBA em trabalho com outras cinco instituições federais em todas as regiões do Brasil - UFAM, UFS, UFRJ, UnB, UFRGS - tem por problema investigativo abordar quem são os sujeitos, quais as instituições, organismos e entidades que constituem o sistema de esporte e lazer, como se organizam e se estruturam (por hierarquia, inter-relação, parcerias), quais as suas competências, quais as suas condições infra-estruturais (gestão administração, equipamentos, recursos humanos, espaço físico, comunicação), quais as fontes de financiamento, quais as normatizações, regimes jurídicos, legislação e controle social às quais estão submetidos, a fim de atender o objetivo de avaliar o grau de desenvolvimento do esporte e lazer no Brasil. A partir desta avaliação, o diagnóstico deve propor uma metodologia de avaliação contínua, para que políticas públicas sejam implementadas a partir de um projeto de lei do Sistema Nacional de Esporte e Lazer - SNEL.

CONCLUSÃO
Estudos preliminares indicam que os diagnósticos realizados no Brasil apresentam problemas de ordem teórico metodológicas que repercutem inclusive na formulação de desdobramentos programáticos necessários para a construção de políticas nacionais de esporte que redimensionem a ênfase na competição exacerbada e na aplicação de verbas públicas voltadas para interesses privados. Para vencer os principais obstáculos que impedem aumentar o índice de participação da população em geral e do seu acesso massivo à prática esportiva, é necessário conhecer profundamente a estrutura do atual sistema; o processo de gestão e dos seus mecanismos de controle; a formação dos recursos humanos, a capacidade profissional e responsabilidade social para conduzir e implementar serviços e atividades destinadas à população, contemplando diferentes objetivos, e qual é o montante de financiamento publico e privado no âmbito do esporte. O objetivo é contribuir na construção de políticas públicas de esporte e lazer que de fato democratizem o acesso da grande maioria da população às políticas públicas de esporte e lazer.

REFERÊNCIAS


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IBGE. Estimativas das populações residentes, em 1º de julho de 2009, segundo os municípios. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2009/POP_2009_TCU.pdf. Acesso em 28 de Setembro de 2010.

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BRACHT, Valter. Sociologia Crítica do esporte: uma introdução. 3 ed. Ijuí: editora Unijuí, 2005.

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TAFFAREL, Celi Nelza Zulque; SANTOS JR., Claudio de Lira. Como iludir o povo com o esporte para o público. In:SILVA, Maurício Roberto da (Org.) ESPORTE, EDUCAÇÃO, ESTADO E SOCIEDADE. Chapecó: Argos, 2007.

Endereço: http://www.rascunhodigital.faced.ufba.br/ver.php?idtexto=778

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