Barreiras e Facilitadores Para Aderência à Prática Regular de Atividade Física, Em um Programa de Assistência Ao Individuo com Hipertenção Arterial Sistêmica

Por: Derivan Brito da Silva.

121 páginas. 2010 16/06/2010

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Resumo

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um fator de risco cardiovascular que exige tratamento medicamentoso e não medicamentoso. Dentre as estratégias relacionadas ao tratamento não edicamentoso, encontra-se a prática regular de atividade física, a qual nos últimos anos passou a ser considerada como requisito para a promoção da saúde e qualidade de vida. Esta pesquisa, de natureza qualitativa e de cunho exploratório, teve por objetivo investigar as principais barreiras e facilitadores para a aderência à prática regular de atividade física do Programa de Assistência ao Indivíduo com Hipertensão Arterial Sistêmica de uma Unidade Municipal de Saúde (UMS) de Curitiba, a partir da perspectiva do gestor, de profissionais e de usuários desta UMS. Foram realizadas doze entrevistas semi-estruturadas, no eríodo de agosto a setembro de 2009 com os seguintes sujeitos: o gestor, cinco profissionais e seis indivíduos com HAS. Os dados da pesquisa apontam como principais facilitadores para a prática da atividade física a prática em grupo, os possíveis benefícios à saúde, a prática orientada e a prescrição médica. As principais barreiras são: obrigações familiares, clima, comparecimento às consultas especializadas no dia da prática da atividade física, problemas de saúde, e problemas de comunicação junto à comunidade. Alguns temas foram citados ora como facilitadores, ora como barreiras para a prática da atividade física: o ambiente em que acontecem os encontros semanais, o nível de intensidade da atividade física, o horário dos encontros semanais e o vínculo/falta de vínculo entre o profissional e o usuário. A pesquisa nos leva a inferir que a promoção da atividade física deve transcender abordagens de cunho utilitarista, individualista e reducionista/biologicista. Ela também nos leva a inferir que as políticas públicas de saúde para a romoção da atividade física, bem como o cotidiano da UMS ainda não contemplam plenamente o princípio da integralidade. O modelo assistencial utilizado não permite uma convivência entre profissionais e usuários capaz de fortalecer vínculos afetivos e efetivos entre os mesmos, e dificulta ações interdisciplinares e intersetoriais que poderiam potencializar facilitadores e minimizar barreiras para a prática da atividade física. Este trabalho oferece subsídios para o aprimoramento do programa estudado e de outros programas similares. Ele oferece também subsídios para a idealização de políticas públicas e de novos programas que visem promover a atividade física enquanto uma estratégia de promoção da saúde

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/23992

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