Barreiras Percebidas ? Atividade Física de Lazer na População Brasileira

Por: , Edina Maria de Camargo, , Pablo Antonio Bertasso de Araujo e .

Revista Brasileira de Medicina do Esporte - v.24 - n.4 - 2018

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Resumo

Este estudo teve como objetivo sintetizar e analisar evidências científicas sobre as barreiras percebidas para atividade física (AF) no lazer da população brasileira. Foram revisadas as bases de periódicos Lilacs, SciELO, PubMed, Science Direct e Web of Science e analisados o número de relatos de cada barreira para AF, agrupada de acordo com o nível de determinantes do modelo socioecológico (intrapessoal, interpessoal e ambiental). Foram encontrados 25 estudos (11 em adolescentes, oito em adultos e seis em idosos), totalizando 62.678 relatos de barreiras para AF. Os estudos foram conduzidos nas regiões Sul (n=15), Sudeste (n=7), Nordeste (n=2) e um estudo ainda incluiu diferentes regiões do Brasil. No geral, cerca de sete em cada 10 relatos de barreiras para AF foram relacionadas com o nível intrapessoal. Adultos e idosos apresentaram maior proporção de relatos intrapessoais (84,8% e 74,0%; respectivamente), quando comparado com adolescente (47,8%). Ainda são escassos estudos com idosos, crianças e nas populações das regiões Centro-Oeste e Norte do País. As barreiras para AF mais reportadas entre os adolescentes foram falta de companhia, falta de apoio social da família e amigos, clima inadequado e baixo acesso a locais para AF. Em adultos a falta de motivação e a falta de tempo foram as barreiras com maior relato e, em idosos, a falta de motivação e diagnóstico de doença ou limitação física. Programas de promoção de AF necessitam levar em conta as diferentes barreiras para a AF, pois essas se mostram específicas aos grupos etários. Nível de Evidência II; Revisão Sistemática de Estudos de Nível II.

Endereço: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1517-86922018000400303&lng=en&nrm=iso&tlng=en

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