Basquetebol Feminino: Condicionamento Social e Cultural.

Por: Suely Pereira Rosa.

135 páginas. 1988 05/07/1988

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Resumo

Este estudo teve por objetivo detectar, dentro de um determinado contexto social, informações sobre a receptividade e aceitação do basquetebol oferecido para indivíduos do sexo feminino numa escola de segundo grau do Estado do Rio de Janeiro; acompanhar o comportamento dessas alunas, em relação à prática desse esporte durante o ano letivo e procurar explicar as eventuais mudanças de comportamento neste período. Existe um conceito incorporado pela sociedade em relação ao comportamento esperado da mulher. Espera-se da mulher um comportamento passivo, dependente, subserviente, voltado para o lar e para a função reprodutora. Paulatinamente, a mulher vem sendo lançada no mercado de trabalho, por influência de fatores sócio-econômicos, quase sempre em condições desiguais em relação ao homem, além de acumular as tarefas do lar. Esta situação gera uma problemática pois a mulher que tem sua educação formal e não formal dirigida para o lar, de súbito, é impelida a assumir um comportamento produtivo ativo, gerando assim um conflito de papéis. É fundamental que sejam ativados todos os procedimentos que possam contribuir para minimizar a problemática feminina com relação aos conflitos de papéis. Destarte, se o basquetebol desenvolve qualidades tais como: tomada de decisão, força, segurança e outras, esta atividade deveria ser mais difundida entre indivíduos do sexo feminino, proporcionando à mulher a auto-suficiência, o desenvolvimento da consciência crítica e uma participação social ativa. Trata-se de um estudo descritivo, onde se realiza uma investigação sobre um grupo de alunas de uma escola de segundo grau - CIEJK - com a intenção de levantar todas as informações possíveis sobre fatores que influem no comportamento deste grupo com relação à prática do basquetebol e com o fim de propor medidas que levem a implementar a procura feminina por esta modalidade esportiva. Os instrumentos de medidas foram: ,- Um questionário que foi aplicado no ato da inscrição na disciplina, com 69 itens, distribuídos em sete partes: dados pessoais; saúde; família; escola; tempo livre e lazer; Educação Física; e basquetebol. - Um segundo questionário, que foi aplicado no final do ano letivo, com 27 itens, divididos em três partes: nível sócio-econômico e cultural; aprovação ou não da família e amigos com relação à prática do basquetebol; e as possíveis mudanças ocorridas após o desenvolvimento da disciplina. - Um teste prático de habilidade para o basquetebol (pré-teste e pós-teste), envolvendo o drible, o passe e o arremesso. As médias do pós-teste foram comparadas com as do pré-teste para se verificar se no final do ano letivo houve melhora significativa da performance dos sujeitos estudados. Os resultados indicaram que: a) o basquetebol é pouco difundido nas escolas entre os indivíduos do sexo feminino; b) são raras as competições escolares nesta modalidade para os indivíduos do sexo feminino; c) o desconhecimento desta prática esportiva leva os indivíduos do sexo feminino ao desinteresse; d) os indivíduos do sexo feminino não são estimulados à prática esportiva nas mesmas condições que os meninos; e) a educação diferenciada que os indivíduos do sexo feminino recebem leva à valorização de atitudes que condizem com o comportamento feminino esperado pela sociedade.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=752&listaDetalhes%5B%5D=752&processar=Processar

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