Bem-estar dos Profissionais de Educação Física Que Exercem Pluriemprego

Por: Tiago Garcia Batillani.

2019 00/00/0000

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Resumo

O objetivo do trabalho foi analisar a relação entre pluriemprego e bem-estar do trabalhador da área da Educação Física considerando aspectos vinculados ao estilo de vida, trabalho e saúde. A pesquisa ocorreu em duas fases, a primeira de forma quantitativa, com amostra composta por 52 trabalhadores da área de Educação Física com característica ocupacional de pluriemprego nos municípios pertencentes à microrregião de Loanda/PR. Os instrumentos aplicados foram: Questionário Sociodemográfico, Perfil do Estilo de Vida Individual, Escala de Avaliação de Qualidade de Vida no Trabalho de Walton, Avaliação da Síndrome de Burnout no Trabalho e Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares. Os dados coletados foram avaliados conforme a análise de Clusters. A segunda fase de caráter qualitativa, com amostra formada por sorteio de 16 trabalhadores da área da Educação Física que participaram da primeira fase do estudo, através de entrevista semiestruturada. Os dados coletados foram categorizados pela análise de conteúdo. Os resultados da primeira fase do estudo apontaram três grupos de professores. Destaca-se que o estilo de vida global de todos os grupos era positivo, embora que o cluster 3 possuía estilo de vida positivo em todas as dimensões, cluster 1 obteve estilo de vida intermediário, somente no componente atividade física e o cluster 2 alcançou estilo de vida intermediário nos componentes: alimentação, atividade física, comportamentos preventivos e controle de estresse. Em relação a satisfação no trabalho, observou-se que em ambos os vínculos empregatícios a avaliação global foi de satisfação intermediaria. Ao verificar os componentes da satisfação no trabalho percebeu-se que o cluster 1 demonstrou satisfação em ambos vínculos empregatícios, os clusters 2 e 3 tiveram maior satisfação com o vínculo secundário. Sobre os problemas osteomusculares, no geral os profissionais não apontaram possuir chances de desenvolver síndromes, embora notou-se que os profissionais dos clusters 1 e 3 não apresentaram escores positivos em nenhuma dimensão. Somente o grupo 2 apresentou escore positivo na dimensão dores. Em relação a síndrome de burnout, observou-se que no geral os profissionais não apresentaram possibilidade de desenvolverem a patologia. Os clusters 1 e 2 não apresentaram escores positivos em nenhuma dimensão, somente o cluster 3 apontou escore negativo no componente desgaste psíquico. Ao considerar os aspectos pessoais e profissionais, os resultados indicaram que os indivíduos do cluster 1 possuem uma percepção satisfatória em relação ao bem-estar pessoal e profissional, já os integrantes do cluster 2 possuem percepção intermediaria relacionada ao bem-estar pessoal e profissional e os indivíduos do cluster 3 possuem uma percepção pessoal de bem-estar satisfatória e intermediaria profissional.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000222192

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