Bem-estar Físico e Saúde Percebida: Um Estudo Comparativo Entre Homens e Mulheres Adultos e Idosos, Sedentários e Ativos

Por: Alberto de Vitta.

125 páginas. 2001 00/00/0000

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Resumo

A literatura de pesquisa e a prática profissional têm revelado que existe forte relação entre bem-estar físico e subjetivo, gênero, idade e a prática de atividade física. Este estudo teve como objetivo caracterizar as relações entre o gênero, a idade, nível de atividade física, saúde percebida e bem-estar físico em adultos jovens e idosos. Foram sujeitos 200 voluntários que formaram dois grupos de idade com 100 indivíduos cada, um de 20 a 35 anos e o outro de 60 e 70 anos, cada um com 50 homens e 50 mulheres, metade sedentários e metade ativos. Os instrumentos incluíram: um questionário de caracterização sociodemográfica e ocupacional, de prática de atividades físicas e doenças; um questionário de queixas relativas a desconfortos músculo-esqueléticos percebidos, nos últimos anos e nos últimos sete dias, e uma escala para avaliação da saúde percebida contendo itens sobre saúde física e mental atuais, em comparação com as de cinco anos atrás e em comparação com as de pessoas da mesma idade. Foram feitas análises estatísticas descritivas, testes de contrastes (Goodman), de hipótese (Mann-Whitney) e de correlação (Spearman). Os resultados indicaram que: 1) Em todos os grupos, mas principalmente entre as mulheres, as doenças músculo-esqueléticas ocorreram com maior freqüência do que as demais. 2) As mulheres idosas apresentaram as maiores taxas de doenças músculo-esqueléticas e os idosos masculinos e femininos as maiores taxas de doenças cardiovasculares. 3) As mulheres, independentemente da idade e do envolvimento com atividades físicas, e os idosos sedentários apresentaram maior número de doenças relatadas. 4) Os idosos, as mulheres e os sedentários relataram mais desconfortos músculoesqueléticos nos últimos seis meses e nos últimos sete dias. 5) As mulheres, os sedentários e os idosos apresentaram pior saúde percebida. 6) Em todos os grupos ocorreu correlação inversa entre doenças e desconfortos músculo-esqueléticos e saúde percebida. Avaliações subjetivas de saúde são importantes mediadores da qualidade de vida e esta é afetada pela prática de atividades físicas. Incentivar a prática de atividade física significa promover desenvolvimento e envelhecimento bem-sucedidos. 

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