Bem-vinda à Escola : o Ingresso da Criança no Primeiro Ano do Ensino Fundamental Sob o Olhar Docente e a Perspectiva do Brincar

Por: Luciana Dias de Oliveira.

2013 04/10/2013

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Resumo

Esta é uma pesquisa de caráter qualitativo com o objetivo de investigar como estão sendo integradas as crianças de seis anos no primeiro ano do ensino fundamental, e como o brincar vem sendo inserido nesse contexto; além de analisar a opinião de docentes sobre esta questão. A determinação legal para a "inclusão" das crianças de seis anos no ensino fundamental se deu por meio da lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, o prazo para esta implementação foi até o ano de 2010. A pesquisa foi realizada na cidade de Indaiatuba/SP, que aderiu a esta mudança no ano de 2009. No trabalho de campo foram realizadas entrevistas com docentes e coordenadores pedagógicos de escolas de ensino fundamental, acrescidas de observação de aula das turmas de primeiro ano. Os sujeitos escolhidos para participarem da pesquisa foram os professores de sala do primeiro e segundo ano do ensino fundamental; os professores de Artes e de Educação Física do primeiro ano do ensino fundamental, e os coordenadores pedagógicos. Duas escolas municipais fizeram parte do trabalho de pesquisa, somando o total de dez participantes entrevistados. As entrevistas foram semi-estruturadas, gravadas e transcritas na íntegra para posterior análise. Foram realizadas dez observações da rotina de duas turmas de primeiro ano, uma turma em cada escola pesquisada. As observações de aula foram base do diário de campo composto durante as mesmas. A análise do trabalho de campo foi feita com base na triangulação de dados, relacionando a coleta do campo com a bibliografia do tema referido. A análise dos dados do trabalho de campo nos guia a refletir sobre duas incidências que recaem ao brincar: a negligência e o equívoco. O brincar voluntário, partindo da própria criança é substituído pelo brincar dirigido. Em quase todo momento da rotina escolar, o brincar é postergado e subordinado ao conteúdo de aula; e o movimento das crianças é cerceado dentro da sala de aula. Mesmo assim, ele existe e se faz presente de forma relutante na voz das crianças (corporalmente), em momentos de liberdade ou libertação, quando a vigilância externa afrouxa ou a construção deste espaço é feita na parceria professor-aluno.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000919789&opt=1

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