Biomecânica da Marcha em Idosos Caidores e Não Caidores: Uma Revisão da Literatura

Por: Cláudia Silva Dias, Priscila Albuquerque de Araújo e Renata Roce Kirkwood.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.14 - n.4 - 2006

Send to Kindle


Resumo

As quedas são comuns em idosos e ocorrem principalmente durante a marcha. Nosso objetivo foi rever as alterações na marcha que ocorrem com o envelhecimento e suas relações com as quedas. Estudos mostram que os idosos tendem a diminuir a velocidade e o tamanho da passada e a aumentar a base de suporte e o tempo da fase de duplo apoio para ganho de estabilidade. Perdas na amplitude das articulações do quadril e joelho também foram identificadas. O fator preditivo apontado como o maior causador de quedas foi a variabilidade dos dados temporais e espaciais durante a passada. Além disso, atraso no pico de momento de força interno de flexão plantar na fase de apoio terminal, levando a um atraso na diminuição da amplitude de dorsiflexão em idosos caidores já foi determinado e caracterizado como fraqueza dos músculos gastrocnêmio e sóleo. A importância do sóleo e gastrocnêmio na manutenção da estabilidade na marcha foi evidenciada em vários estudos. Em ambientes de risco, idosos saudáveis geram aumento da atividade dos músculos tibial anterior e gastrocnêmio com o objetivo de reduzir o movimento médiolateral do centro de gravidade, reduzindo assim, a velocidade angular das articulações do joelho e tornozelo. Acreditamos que essas estratégias estão ausentes em idosos caidores, por ausência desses músculos ou por alterações de comando central.

Endereço: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/722/726

Comentários


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.