Capacidade Discriminatória de Indicadores Antropométricos Para Gordura Corporal Elevada: Revisão Sistemática/meta-análise na População Pediátrica e Estudo de Campo em Crianças e Adolescentes com Hiv

Por: Carlos Alencar Souza Alves Junior.

128 páginas. 2017 00/00/0000

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Resumo

s métodos de avaliação da composição corporal que promovam discriminação de gordura corporal com baixo custo devem ser contemplados, permitindo acessibilidade à população. Assim, os indicadores antropométricos demonstram-se como forma viável da avaliação corporal pediátrica. Deste modo, o objetivo geral deste estudo foi analisar os indicadores antropométricos na avaliação de gordura corporal em crianças e adolescentes. Para tal, os objetivos específicos foram analisar a literatura de forma sistemática com meta-análise para estudos que identificaram os indicadores antropométricos como discriminadores de gordura corporal na população pediátrica; verificar a associação entre indicadores antropométricos (dobra cutânea abdominal (DCab), dobra cutânea tricipital (DCT), dobra cutânea subescapular (DCsub), dobra cutânea da panturrilha (DCpan), índice de adiposidade corporal (IAC), índice de massa corporal (IMC), índice de conicidade (IConi), perímetro do braço relaxado (PBR), perímetro da cintura (PC), perímetro do pescoço (PP) e relação cintura-estatura (RCE)) e o percentual de gordura estimado por meio da absorciometria de raio x de dupla energia (DXA) e pletismografia por deslocamento de ar (ADP) em crianças e adolescentes com diagnóstico de vírus da imunodeficiência humana (HIV); identificar a capacidade discriminatória dos indicadores antropométricos (DCab, DCT, DCsub, DCpan, IAC, IMC, IConi, PBR, PC, PP e RCE) para gordura corporal elevada em crianças e adolescentes com HIV, comparados aos métodos DXA e ADP. A revisão sistemática com meta-análise identificou que os indicadores antropométricos com alto poder discriminatório para identificar gordura corporal elevada foram o IMC em meninos (AUC: 0,975) e meninas (AUC: 0,947); PC (AUC: 0,975) em meninos e meninas (AUC: 0,959) e RCE em meninos (AUC: 0,985) e meninas (AUC: 0,914). Para responder aos dois objetivos específicos que trataram sobre estudos de campo, a amostra foi formada por crianças e adolescentes (oito a 15 anos) que possuíam registros de infecção pelo HIV por transmissão vertical no prontuário médico e eram assistidas no Hospital Infantil Joana Gusmão em Florianópolis, Brasil. A variável dependente foi a gordura corporal mensurada por meio da DXA e ADP. As variáveis independentes foram os perímetros corporais, as dobras cutâneas e os indicadores calculados. Nos estudos de campo identificou-se que nos meninos, a DCab, DCT e DCpan foram associadas ao percentual de gordura estimado por DXA e ADP e nas meninas, a DCab, DCT, DCsub, DCpan, IMC, PBR e PC foram associadas ao percentual de gordura estimado por DXA e ADP. A DCab foi o indicador antropométrico que melhor se associou ao percentual de gordura, em ambos os sexos, após ajustes por fatores de confusão. Os indicadores antropométricos DCab, DCT, DCsub, DCpan, IAC e IMC apresentaram capacidade discriminatória para gordura corporal elevada em ambos os sexos e em ambos os métodos de referência. Na população pediátrica, sem diagnóstico de doenças, o IMC, o PC e a RCE podem ser utilizados para discriminar gordura corporal, e na população pediátrica com HIV, a DCab, a DCT, a DCsub, a DCpan, o IAC e o IMC podem ser utilizados para discriminação da gordura corporal.

Endereço: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/186407

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