Capacidade de Recuperação do Controle Postural em Resposta a Um Tropeço Induzido: Aspectos Cinéticos e Funcionais

Por: Márcia Regina Irber Kertscher.

113 páginas. 2014 24/03/2014

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Resumo

Quedas e lesões relacionadas a quedas causam sérios problemas à crescente população idosa. A maioria das quedas ocorre após tropeçar em algum obstáculo. O objetivo deste trabalho foi comparar parâmetros cinéticos durante um tropeço induzido em ambiente de laboratório entre jovens, adultos e idosos. Além disso, associar a queda ocorrida em ambiente de laboratório com as quedas relatadas, desempenho funcional e parâmetros cinemáticos da marcha. Sessenta e nove sujeitos, de ambos os gêneros, participaram do estudo e foram primeiramente alocados em três grupos: 24 jovens (GJ, 20.76 ± 1.94), 25 adultos (GA, 46 ± 3.82)e 20 idosos (GI, 70.70 ± 3.98) e posteriormente em dois grupo: grupo caidor (GC, n=10) e grupo não caidor (GNC, n=33). As variáveis analisadas foram Força de Reação do Solo (FRS) e torques articulares durante o tropeço, variáveis cinemáticas lineares e temporais da marcha e resultados dos testes funcionais Short Physical Performance Battery (SPPB), Alcance Funcional (AF) e Timed Up and Go (TUG). Uma ANOVA one-way foi aplicada para determinar diferenças cinéticas do tropeço induzido entre os três grupos etários. O teste de Qui-quadrado foi utilizado para verificar a associação das quedas relatadas e das quedas ocorridas após o tropeço induzido em ambiente de laboratório. Um Test-t para medidas independentes foi aplicado para determinar diferenças nos testes entre GC e GNC. Não houve diferença nas variáveis cinéticas do tropeço entre GJ, GA e GI, apenas no Impulso ântero-posterior na fase de propulsão do tropeço (ImPAPt) entre o GJ e o GI (p=0.00) e entre o GA e o GI (p=0.00). As quedas relatadas não tiveram associação com as quedas ocorridas no laboratório. Nenhum dos testes funcionais diferenciou o GC e o GNC. As variáveis cadência e velocidade da marcha foram maiores no GC do que no GNC. Conclui-se que idosos apresentam uma tendência de exercerem maiores forças na direção ântero-posterior do que na direção vertical, a qual pode contribuir para um maior número de quedas nesta faixa etária. O histórico de quedas relatadas, os testes funcionais, a velocidade da marcha e elevação do pé durante a marcha não mostrou ter associação com as quedas ocorridas após uma perturbação em ambiente de laboratório

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/36144

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