Capoeirando a Educação

Por: Amanda Schutte de Mello.

147 páginas. 2014 29/04/2014

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Resumo

Como fazer da minha vivência de praticante de capoeira uma experiência? Quais as táticas e astúcias usadas por mestres e por nós, professores e capoeiristas para enfrentarmos os problemas cotidianos em relação a formação dos nossos alunos e da nossa própria formação? O que é ser mestre? Foram estas questões que inspiraram esta narrativa da minha experiência com a capoeira durante o curso de formação enquanto professora de educação física e mestranda na área da educação. Procurei em minha memória e na memória coletiva de alguns capoeiristas, através de narrativas, os processos e fatos cotidianos mais marcantes do nosso constante aprendizado. Explorei o uso das fotografias e os recursos audiovisuais como textos polissêmicos frente ao predomínio das fontes escritas e documentais tradicionais, considerando o fato de o cotidiano envolver diferentes canais de recepção, percepção e registro. Não foi intenção deste trabalho debater a oposição entre o saber acadêmico e o saber popular. Ao desconstruir estas representações hegemônicas, foi necessário olhar a capoeira e a formação acadêmica em suas complexidades, considerando as pluralidades, as subjetividades, as hibridações culturais e as produções que daí emergem. Decorre daí que, obviamente, não estou a procura de uma única e absoluta verdadeira resposta para estas questões, mas sim, buscar diferentes caminhos possíveis para nossas experimentações. Alguns autores estudados foram fundamentais na escrita deste trabalho como Michel de Certeau, Walter Benjamin e Suely Rolnik através dos conceitos de, por exemplos: táticas, astúcias e cotidianos, narrativas e marcas. Considero que este trabalho ainda vem delineando um território, com fluidas fronteiras entre a formação em licenciatura em educação física, o curso de mestrado e a capoeira angola, onde as micropolíticas cotidianas são destacadas como importante processo de educação numa perspectiva crítica e emancipatória. As disciplinas, orientações e as vivências com a capoeira permitiram entender e criar minhas próprias dúvidas e traçar alguns caminhos para possíveis respostas inacabas e provisórias. Ser mestre ou mestra para a cultura popular demanda de um reconhecimento da comunidade através das práticas. Por isso, título de mestra decorrente da conclusão deste curso tem um valor que vai além do diploma: é um comprometimento com os meus alunos da rede pública de ensino e com capoeira angola através do Grupo de Capoeira Angolinha.

Endereço: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3086025

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