Características Biomecânicas do Salto Vertical de Crianças

Por: Roberta Gabriela Oliveira Gatti.

137 páginas. 2005 21/01/2005

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Resumo

O uso da biomecânica na análise do movimento proporciona informações nos vários aspectos da locomoção e da performance. O objetivo geral foi avaliar as características biomecânicas do salto vertical em crianças nos estágios inicial, elementar e maduro, segundo o modelo de desenvolvimento de Gallahue e Ozmun (2003). O estudo descritivo, exploratório teve a participação de 39 crianças escolares da cidade de Florianópolis-SC, selecionadas de forma casual sistemática. Na coleta de dados utilizou-se uma plataforma de força (AMTI - OR6-5- 2000), acoplada a filmadora de alta frequência (HSC-180) ambos integrados ao sistema Peak Motus. Nos dados dinâmicos utilizou-se uma taxa de amostragem de 900Hz e nos cinemáticos 60Hz. Após a identificação, pesagem e adaptação, as crianças executaram três salto verticais para análises dinâmicas, cinemáticas e classificação do estágio maturacional de forma qualitativa através da matriz de avaliação porposta por Gallahue e Ozmun (2003). Os dados foram processados no programa Peak Motus, filtrados via FFT (Fast Fourier Transform) com abertura de janela de 4% e normalizados pelo peso corporal. Para comparação das médias nos estágios utilizou-se ANOVA one-way, o teste t de Student para comparação das médias nos sexos e para verificar relação entre as variáveis, correlação de Sperman Brown, a p=0,05. Nos resultados, de modo geral, verifica-se diferenças significativas nas variáveis dinâmicas na comparação dos sexos e não houve diferenças na comparação dos estágios de maturação, entretanto, houve diferenças significativas nas variáveis cinemáticas na comparação dos estágios e sexos. Todos os grupos (inicial, elementar, maduro, feminino e masculino) apresentaram correlações significativas entre as variáveis da fase de propulsão, principalmente entre a taxa de carga crescente x pico de propulsão, exceto para o grupo masculino. O formato das curvas de FRS vertical foi diferente na magnitude de força aplicada e no tempo de aplicação para todos os grupos. O estágio inicial e o sexo masculino apresetnaram maior homogeneidade no tempo de aplicação de força. Também não se observou muita diferença nos formatos das curvas dos ângulos, as maiores diferenças foi observada nos ângulos da fase de vôo e aterrissgem, principalmente no estágio inicial, entre os sexos as maiores diferenças foram na fase de aterrissagem. Em síntese a alta variabilidade representa as características individuais de estratégias de execução do salto vertical, independente do estágio e do sexo.

Endereço: http://tede.udesc.br/handle/handle/342

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