Caracterização da Fase Ofensiva das Equipas Finalistas do Mundial de Futebol 2002 (coreia/japão). Interface Entre a Análise do Jogo e a Análise de Tempo e Movimento

Por: Carlos Felisberto e Jaime Sampaio.

X Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução e objectivos: O presente estudo teve como objectivo caracterizar os perfis da fase ofensiva das duas equipas que dis-putaram a final do Campeonato Mundial de Futebol de 2002,através de variáveis da análise do jogo e da análise de tempo e movimento. Material e métodos:Dos 14 jogos observados, foram analisadas 1249 sequências ofensivas, 638 concretizadas pela equipa do Brasil e 611 pela equipa da Alemanha. O processo de observa-ção dos jogos teve dois momentos: i) preenchimento de uma ficha de observação construída para o efeito, onde se regista-ram os dados relativos à análise do processo ofensivo das equi-pas; ii) análise de tempo e movimento da bola em cada sequên-cia ofensiva através do softwareTMAS© (fiabilidade r=0.89), onde se registou a distância percorrida pela bola e a duração de cada sequência ofensiva e, posteriormente, se derivou o valor da velocidade da bola. Principais resultados e conclusões:Da análise dos resultados obtidos emergem as seguintes conclusões: i) a equipa da Alemanha apresentou valores de velocidade da bola sempre superiores ao Brasil ao longo de todos os períodos do jogo, bem como em todas as possibilidades de finalização das sequências ofensivas; ii) a distância percorrida pela bola parece estar relacionada com alternância dos ritmos de jogo, sendo um indicador associado à eficácia ofensiva de ambas as equipas, uma vez que as mesmas atingiram o valor mais alto nas sequências culminadas em golo; iii) a zona média defensiva central foi o local de aquisição ou recuperação da posse de bola que se revelou para a equipa do Brasil, como o mais vantajoso para conclusão das sequências com golo. Para a equipa da Alemanha, a sua eficácia ofensiva associou-se à zona média ofensiva central, como local privile-giado de aquisição ou recuperação da posse de bola; iv) a inter-cepção foi a forma de recuperação ou aquisição da posse de bola que se revelou mais profícua na procura da eficácia ofensi-va em ambas as equipas.

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