Caracterização Fisiológica de Uma Série de Produção e Tolerância à Acidose Para Nadadores

Por: A. R. A. Alves, C. A. Kalva-filho, E. Z. F. Campos, M. A. D. P. Calças, M. Papoti, R. A. Barbieri e R. B. Gobbi.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Durante o treinamento em natação, frequentemente são aplicadas sessões com objetivo de potencializar a produção de lactato e aprimorar a tolerância do nadador a acidose. Entretanto, poucos estudos investigaram as respostas fisiológicas relacionadas a sessões de treinamento com estas características. Com isso, o objetivo do presente estudo foi caracterizar as respostas fisiológicas e de desempenho, observadas durante uma sessão específica de produção e tolerância à acidose. Dezoito nadadores (20±3anos) participaram do presente estudo, sendo submetidos a 10 esforços máximos de 50m separados por 150s de recuperação passiva. A cada esforço foram determinados o tempo (software Kinovea®), a lactacidemia ([La-]) e a percepção subjetiva de esforço (PSE). A taxa de tolerância a acidose (TA) foi determinada por meio de equação previamente utilizada (TA =Σ([La-].tempo de esforço-1).6-1). As possíveis diferenças entre as variáveis fisiológicas observadas durante a sessão de treinamento, foram evidenciadas por meio da análise de variância para medidas repetidas (ANOVA) seguida pelo Posthoc de Bonferroni (p<0,05). A velocidade média durante a sessão de treinamento foi de 1,62±0,21m.s-1 (tempo médio = 31,32± 3,83s), com [La-] de 10,97±2,68mmol e PSE de 14,30 ± 2,66 u.a.. A TA foi 0,30±0,15mmol/seg durante a sessão. Desse modo, do início ao final da sessão de treinamento, foram observados aumentos de 225,97±160,01% para as [La-], 81,81±50,22% na PSE e 235,40±155,01% para a TA. A velocidade diminuiu 2,27±3,04%. As [La-] e a TA, aumentaram significativamente até o quinto esforço (225,97±160,01% e 235,40±155,01%, respectivamente) (p< 0,05). A velocidade média nos 50m diminuiu significativamente a partir do quinto esforço (1,61±0,63 m/s) até o nono esforço (1,59±0,69 m/s) (p< 0,05). Não foram observadas diferenças significativas entre as velocidades do primeiro esforço (1,66±0,70 m/s) e do décimo esforço (1,62±0,28 m/s) (p< 0,05). A PSE aumentou significativamente e progressivamente a partir do terceiro esforço (12,5±5,15 u.a.) (p< 0,05). Desse modo, os resultados do presente estudo demonstram que a sessão de treinamento proposta foi capaz de elevar as [La-], sendo cinco esforços necessários para a estabilização das mesmas e para o aumento da sensação de desconforto (i.e. aumento na PSE).

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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