Cinemática do Chute Semicircular do Karatê em Relação às Variáveis Antropométricas : Comparações Entre as Fases de Ataque e Retorno

Por: George Roberts Piemontez.

2012

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Resumo

Neste estudo analisou-se as características de variáveis cinemáticas do chute semicircular no karatê nas fases de ataque e de retorno, relacionados à estatura e comprimento do membro inferior de chute. Participaram 20 atletas, adultos, faixas preta de karatê, sexo masculino, de alto nível técnico, que treinam e competem a modalidade na graduação faixa preta há pelo menos 5 anos, filiados a Associação de Artes Marciais Shubu-Dô. Foram utilizadas 6 câmeras do sistema Vicon MX-13, a 200Hz, por 4 segundos. As variáveis selecionadas foram: tempo total de execução do chute, velocidades lineares inicial e máxima, acelerações médias (tornozelo, joelho e quadril) na fase de ataque, e velocidades lineares pós-contato e máxima, acelerações médias do tornozelo, joelho e quadril na fase de retorno do chute semicircular. Utilizou-se estatística descritiva teste t de Student (dados pareados), teste de correlação de Pearson, e regressão linear múltipla – Stepwise. O intervalo adotado em todos os casos foi de 95% (p<0,05). Os resultados evidenciaram que: a) o tempo da fase de ataque é menor que a fase de retorno; b) os valores das variáveis cinemáticas da fase de ataque são maiores que a fase de retorno; c) os atletas apresentam estatura mediana; d) há uma fraca relação entre as variáveis antropométricas, cinemáticas e temporais, constatando esta influência efetivamente na fase de contato e de retorno do chute semicircular; e) no retorno o comprimento do membro inferior de chute exerceu de moderada a fraca influência sobre o tempo retorno do tornozelo, e junto com a estatura, sobre a velocidade máxima do joelho no retorno. Conclui-se que o tempo de execução é considerado uma variável importante durante a execução do chute semicircular. O atleta com menor estatura e menor comprimento do membro inferior de chute, é mais eficiente no chute semicircular em termos de menor tempo de contato com o alvo e retorno mais rápido do membro inferior de chute para retomada da base de luta, preparando-se para aplicação do próximo golpe ou de uma defesa.

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