Coeducação e Gênero: Relações Por Meio das Brincadeiras e do Lúdico

Por: Lorrene Pontes Tomazelli.

128 páginas. 2013 07/08/2013

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Resumo

Esta pesquisa buscou analisar como se expressam as relações de gênero e a concepção de coeducação das aulas de Educação Física da Educação Infantil por meio das brincadeiras, tendo em vista o componente lúdico, no Município de Cabo Frio. Para discussão e análise da construção dos dados desta dissertação, utilizamos os referenciais teóricos sobre gênero, coeducação, brincadeiras e lúdico. Para alcançarmos esse objetivo, orientamo-nos por três outros objetivos específicos: (1) identificar os preceitos da coeducação e o lúdico nas aulas de Educação Física por meio das brincadeiras; (2) analisar as percepções dos professores de Educação Física sobre suas práticas pedagógicas correlacionando-as com os preceitos da coeducação e do lúdico e (3) promover um diálogo entre os estudos das relações de gênero e do lúdico na educação. A investigação se deu por meio das seguintes técnicas e instrumentos de coleta de dados: a observação participante das aulas de Educação Física de três turmas de Educação Infantil, para a qual usamos um diário de campo, e as entrevistas com os docentes das turmas, devidamente transcritas. Recorremos à Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011) para tratar os dados, e utilizando as técnicas e instrumentos escolhidos, analisamos os dados em conjunto. Os resultados mostraram que, no que se refere à educação, as aulas de Educação Física são permeadas por sexismos e estereótipos de gênero. Momentos de coeducação também estiveram presentes, no entanto, de forma não intencional. No que tange ao lúdico, este se mostrou indispensável a toda atividade realizada para a Educação Infantil, pois favorecia o brincar e a construção de relações mais equilibradas quanto aos gêneros. A pesquisa aponta ainda a necessidade de que a coeducação, ou seja, de políticas de igualdade de gênero sejam implementadas nas escolas, nos documentos escolares, nos currículos, na formação continuada de professores, nas aulas e nas brincadeiras. Considerar a coeducação como um processo de construção que pode se dar aos poucos, mediante as ações no interior das aulas, é um avanço com vista a uma sociedade justa e igual.

Endereço: http://www.eefd.ufrj.br/stricto-sensu

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