Como as Novas Mídias Constroem o Corpo Contemporâneo

Por: A. A. Machado e M. O. Martins.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A abordagem do tema corpo, especialmente nos assuntos relacionados às patologias, como uma forma de análise de distúrbios e tendências contemporâneas, é de extrema relevância, uma vez que o corpo deve ser pensado como uma multiplicidade de forças que adquirem formas distintas ao longo de sua construção em uma determinada época e/ou cultura. A tecnologia está presente no cotidiano das pessoas, em suas mais variadas formas, quer seja através da mídia, das técnicas de intervenção cirúrgicas, nos produtos de beleza, aparelhos para ginástica, etc., não poderíamos deixar de ressaltar o fato de que o corpo toma-se como central seu papel na sua própria construção. A busca pelo corpo perfeito tem o efeito de produzir discursos duplos que se justificam por relacionar as atividades físicas como promotoras de boa saúde e crédito social, bem como ser objeto de desejo, mas não deixam claro, quais os processos pelos quais passam os que já adquiriram o tão desejado corpo perfeito, ficando somente sua imagem como fontes de inspirações. O objetivo desse trabalho foi entender como as novas mídias constroem o corpo contemporâneo. A metodologia usada foi uma pesquisa bibliográfica, com o intuito de recuperar parte do conhecimento cientifico sobre a temática explorada. Depois de analisar a bibliografia pesquisada, entende-se que as novas mídias possibilitam a transformação do corpo contemporâneo em uma velocidade antes jamais imaginada, o corpo contemporâneo sofre forte influencia da cybercultura e através dos implantes cibernéticos e da robótica ele passa a ter extensões das máquinas, ou, em alguns casos, ele passa ser "a" máquina, o corpo que conhecemos torna-se obsoleto, de maneira geral o corpo contemporâneo passa a ser definido pela tecnologia e é desconstruído na mesma velocidade que é transformado pelas novas mídias. O corpo mutilado, escarificado, é o corpo comercializado, passa a ser midiático e, portanto vendável. Diante disso tudo se conclui que a relação do corpo contemporâneo com as novas mídias ainda necessita de ampla exploração e que muitas inquietações existem. Não obstante disso, o corpo desejado parece sempre ser o corpo do "outro", a insatisfação pessoal parece sempre gerar o desejo pelo o que o outro representa. Quando falamos do corpo tecnológico um universo de possibilidades se abre, não existem mais fronteiras físicas ou biológicas para o cybercorpo, os avanços da biomedicina possibilitaram que a robótica humana se desenvolvesse e se tornasse uma realidade bem mais próxima do cotidiano das pessoas. As mutações são alvos de estudos e contribuem para que a interação aumente de forma bastante intensa, isso implica em questões de identidade e emoções, como uma pessoa implantada e/ou transplantada se sente com isso? São duvidas pertinentes as questões do corpo e que no mundo contemporâneo nos levam a refletir sobre a conduta dos profissionais de educação física e que de certa forma escancaram fugacidade que este fenômeno traz.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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