Como é Que os Praticantes de Basquetebol em Cadeira de Rodas Se Vêem a Si Mesmos no Domínio Físico?

Por: José Ferreira, Maria João Carvalheiro Campo e Pedro Miguel Pereira Gaspar.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

Send to Kindle


Resumo

Introdução:Vários estudos sugerem que, independentemente do tipo de deficiência,
o exercício e o desporto contribuem para a melhoria das autopercepções em pessoas
com deficiência (BLIND & MCCLUNG, 1997; CAMPBELL & JONES, 1994). FERREIRA e
MEEK (2001) utilizaram a versão Portuguesa do PSPP (FOX & CORBIN, 1989) e
avaliaram as percepções no domínio físico em praticantes de desporto adaptado,
tendo sugerido que estas poderão desenvolver-se de forma alternativa devido às
condições do envolvimento em que a actividade ocorre e a condições associadas à
própria deficiência. O objectivo do estudo é identificar os aspectos tidos como
centrais para o desenvolvimento das autopercepções no domínio físico em atletas,
utilizados para expressar sentimentos acerca de si mesmos e do seu valor, em contextos
de prática desportiva adaptada. Material e Métodos: Foram utilizadas entrevistas de
pesquisa qualitativa (N=14) conduzidas pelo mesmo investigador e standardizadas
de modo a maximizar a sua consistência. Foi criado um guião de entrevista
previamente aferido quanto à adequação das questões. Os critérios de participação
no estudo foram os seguintes: a) ter um qualquer tipo de deficiência motora; b)
praticar actividade desportiva com pelo menos duas sessões de treino semanal; e c)
participar no campeonato nacional de basquetebol em cadeira de rodas. Após as
transcrições, foi dada a oportunidade de as rever e fazer pequenas modificações.
Resultados: Os resultados sugerem o desenvolvimento de sentimentos individuais
face ao corpo, com base nos seguintes elementos: a) nível de aceitação individual
face à deficiência; b) sentimentos individuais de satisfação face ao corpo; c) satisfação
pessoal com a imagem do corpo e com o seu desempenho em contextos de prática
desportiva (sentimento de controlo face ao corpo); d) comparação com outros
indivíduos sedentários e activos, com e sem deficiência; e) outros significativos; f)
importância das experiências de vida associadas à prática desportiva; e g) necessidade
de melhoria pessoal através do exercício e do desporto. Conclusões: Os resultados
obtidos estão de acordo com os mecanismos psicossociais sugeridos por FOX (2000),
associados a alterações do autoconceito físico e da autoestima global. O estudo
revelou que, neste grupo particular, os sentimentos individuais face à Confiança
Física e à Atracção Corporal foram os que mais contribuíram para gerar sentimentos
positivos de autovalorização no domínio físico.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/61_Anais_p221.pdf

Tags:

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.