Comparação de Dois Modelos de Determinação da Contribuição Anaeróbia nos 400m da Natação

Por: Claudio Alexandre Gobatto, D. F. Nogueira, E. Z. Campos, F. B. M. Gobatto, I. D. S. Alves, M. P. Papoti e T. B. Arruda.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A natação requer a utilização do metabolismo aeróbio tanto quanto do anaeróbio. Buscando facilidade nas análises, o metabolismo anaeróbio lático e alático é mensurado pela diferença na produção de lactato e na cinética da recuperação do VO2, respectivamente, e a soma de ambos reflete o déficit de oxigênio durante o esforço. Contudo, ainda não foi verificado após um esforço máximo de 400m na natação se a soma das contribuições anaeróbias reflete o déficit de oxigênio durante o esforço. Dessa forma, o objetivo do estudo foi comparar dois modelos de determinação da contribuição anaeróbia (CA) de nadadores submetidos a esforço máximo de 400m. Participaram do estudo oito atletas (17 ± 4,7 anos; 60,13 ± 11,93 kg; 170,3 ± 6,8 cm) de nível regional. Os sujeitos foram submetidos a um único esforço de 400m com a utilização de um snórquel (Aquatrainer, Cosmed®, Italy) para avaliação do consumo de oxigênio (VO2) durante todo o esforço (K4b2, Cosmed®, Italy). O metabolismo anaeróbio lático foi calculado pela diferença entre concentração pico e de repouso de lactato, enquanto que o metabolismo anaeróbio alático pelo produto da amplitude e constante tempo da fase rápida da recuperação do VO2 após o esforço máximo de 400m. A soma dos dois metabolismos foi considerada como CASOMA. O déficit de oxigênio durante o esforço de 400m foi considerado como a CADEF. A contribuição anaeróbia lática representou 53,1% (1,71) da CASOMA enquanto que a alática, 46,9% (1,51). Nenhuma diferença foi observada entre CADEF (3,04 ± 0,86 L) e CASOMA (3,22 ± 1,42 L). Foi encontrada alta correlação (r = 0,83; p< 0.05) e pequeno erro médio (-0,18) entre as formas de avaliação da CA, contudo os limites de concordância variaram de 1.85 e - 1.48. Esses resultados indicam que a avaliação da CA pela soma dos metabolismos lático e alático é um método capaz de predizer o déficit de oxigênio. Todavia, os elevados limites de concordância podem ser explicados pela amostra reduzida. Dessa forma, a CA pela soma dos metabolismos anaeróbios possibilitaria a mensuração das contribuições anaeróbias sem a necessidade do snórquel (i.e. pela técnica de retro extrapolação).

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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