Comparação de Variáveis Cinemáticas da Marcha em Esteira e em Solo de Indivíduos com Doença de Parkinson

Por: B. F. Rodrigues, C. Z. Hallal, F. R. Faganello-navega, K. M. Amaral, M. P. Cursino e P. A. Yamada.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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.Resumo

A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa que mais acarreta distúrbios do movimento em todo mundo. A combinação dos comprometimentos motores da DP resulta em modificações nas variáveis espaço-temporais da marcha. Uma das formas de analisar a marcha e reabilitar sua funcionalidade é utilizando a esteira ergométrica. Este estudo objetivou comparar o comprimento de passo e a variabilidade do comprimento de passo da marcha em esteira e em solo em pacientes com doença de Parkinson. A amostra foi constituída por 7 indivíduos do gênero masculino e feminino, com diagnóstico de Parkinsonismo idiopático, classificados nos estágios de I a III da escala de Hoehn e Yahr, nos quais é possível a realização de marcha independente. Foi realizada a avaliação biomecânica da marcha em solo, através de um circuito oval para garantir uma marcha contínua. Os participantes caminharam no circuito oval em velocidade de preferência por cinco vezes consecutivas. A análise da marcha em esteira foi realizada após protocolo de familiarização. Os pacientes caminharam na esteira em velocidade de preferência por 30 minutos. As variáveis cinemáticas analisadas nos dois meios (solo e esteira) foi realizada pelo teste ANOVA One Way com post Hoc de Bonferroni por meio do software PASW statistics 18.0® (SPSS) e em todos os testes estatísticos foi adotado o nível de significância de p<0,05. Não foram encontradas diferenças significativas no comprimento de passo (p=1.000) e na variabilidade do comprimento de passo (p=0.894) entre a marcha em solo e em esteira dos participantes. Estudos que avaliam os mecanismos de marcha com o uso da esteira apresentam, rotineiramente, como limitações, o fato da marcha em esteira possivelmente causar mudanças nos padrões de marcha em relação ao solo, porém, o presente estudo corrobora aos estudos de Frenkel-Toledo et al (2005) e Bello et al (2008) apresentando semelhanças na cinemática da marcha na esteira e no solo. Concluímos que a marcha em solo é semelhante, em relação ao comprimento de passo, à marcha em esteira após período de familiarização.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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