Comparação do Conhecimento da Qualidade Técnica ? Teoria e Execução, de Golpes de Judô Entre Alunos, Professor e Avaliador: Um Estudo Transversal

Por: Alam dos Reis Saraiva, Claudio Joaquim Borba Pinheiro, Italo Sergio Lopes Campos, Nivaldo Cordovil e Weder Feitosa Emiller Gonçalves Feitosa.

Revista de Educação Física - Centro de Capacitação Física do Exército - v.86 - n.4 - 2017

Send to Kindle


Resumo

Introdução: A perfeita compreensão dos movimentos técnicos que são executados no judô deve possibilitar ao praticante uma abordagem crítica da luta. Assim, quanto mais graduado for o aluno, mais experiente ele se torna.

Objetivo: Avaliar quantitativamente as diferenças conceituais de técnica entre alunos, professor e de um observador externo (pesquisador), em relação à execução das técnicas de projeção no judô Seoi-Nague, O-Goshi, O-Soto-Gari, Hiza-Guruma.

Métodos: Estudo transversal, de amostra por conveniência, do qual participaram nove alunos, além, da participação do professor e um avaliador externo para a verificação das opiniões quanto a qualidade técnica, segundo orientações da Confederação Brasileira de Judô. Foi usado um questionário com escala Likert para análise das execuções das técnicas: Seoi-Nague, O-Goshi, O-Soto-Gari E Hiza-Guruma pelos alunos, além de verificar as fases da projeção: Kuzushi, Tsukuri e Kake. Utilizou-se para estatística o teste de Kruskal Wallis para comparar as avaliações técnicas e o teste do Qui-quadrado comparar as respostas dicotômicas.

Resultados: Não foram encontradas diferenças entre as avaliações nas técnicas Seoi-Nague, O-Goshi e Hiza-Guruma, porém, houve diferença entre a avaliação do professor e dos alunos referente à técnica O-Soto-Gari. Não foram observadas diferenças em conhecimento entre alunos, professor e avaliador referente ao número de acertos das fases da projeção. Entretanto, houve diferenças entre o número erros no Kuzushi e no Kake (fases das técnicas examinadas) entre alunos, professor e pesquisador.

Conclusão: Entre as categorias de participantes, a maior parte das avaliações apresentou concordância de percepções, tratando-se da observação dos acertos na execução das técnicas em suas diferentes fases de aplicação. O mesmo não ocorreu quanto aos erros. O presente estudo apresentou uma nova ferramenta de apoio educacional, que pode ser um instrumento técnico-pedagógico a ser utilizado na avaliação da aprendizagem do judô.

Knowledge Comparison of Technical Quality on Judo Strokes – Theory and Execution, among Students, Teacher and Evaluator: a Transversal Study

Introduction: The perfect understanding of the technical movements performed in Judo allow the practitioner a critical approach to the bout. Thus, the more graduate the student, the more experienced he becomes.

Objective: To quantitatively evaluate the conceptual differences of technique between students, teacher and an external observer (researcher), regarding the execution of projection techniques of Seoi-Nague, O-Goshi, O-Soto-Gari, Hiza-Guruma.

Methods: A cross-sectional study was carried out in a convenience sample, in which nine students participated, besides the participation of the teacher and an external evaluator to verify the opinions regarding the technical quality according to the guidelines of the Brazilian Judo Confederation. A Likert scale questionnaire was used to analyze the performances of the techniques: Seoi-Nague, O-Goshi, O-Soto-Gari and Hiza-Guruma by the students, as well as to verify the projection phases: Kuzushi, Tsukuri and Kake. The Kruskal Wallis test was used to compare the technical evaluations and the Chi-square test to compare the dichotomous responses.

Results: There were no differences between the evaluations in the Seoi-Nague, O-Goshi and Hiza-Guruma techniques, however, there was a difference between the teacher and students evaluation regarding the O-Soto-Gari technique. No differences were observed among students, teacher and evaluator regarding the number of correct projection phases. However, there were differences between the number of errors in Kuzushi and Kake (phases of the techniques examined) between students, teacher and researcher.

Conclusion: Among the categories of participants most of the evaluations presented agreement of perceptions, being the observation of the correctness in the execution of the techniques in their different phases of application. There were differences about errors. This study presented a new educational support tool, which can be a helpful technical-pedagogical instrument for evaluation of Judo learning.

Palavras-chave


Análise técnica, Judô, desempenho, Avaliação.

Texto completo:

PDF

Referências

Watson, BN. Memórias de Jigoro Kano: o ensino da história do judô. 1ª ed. São Paulo, SP - Brasil: Cultrix; 2011. 40p.

Confederação Brasileira de Judô. Regulamento Para Exame de Faixas e Outorga de Graus. Rio de Janeiro, RJ - Brasil. Conselho Nacional de Graduação da Confederação Brasileira de Judô. 2011. 20p. Disponível em: http://www.cbj.com.br/painel/arquivos/noticias_arquivos/1560/REGULAMENTO%20DE%20GRADUACAO%20-%20DIVULGADO%20EM%2009%20DE%20FEV%202011.pdf

Brasil. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física. Secretaria de Educação Fundamental. Ministério da Educação. Brasília; 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/fisica.pdf .

Silva LH. A influência da prática do judô no benefício do processo de ensino-aprendizagem. Trabalho de Conclusão de Curso de Educação Física da Universidade de Brasilia. Brasília, DF - Brasil. 2012. 5p.

Santos, S. G. Judô: filosofia aplicada. 1ª ed. Florianópolis, SC - Brasil: Editora UFS; 2009. 108p.

Brasil. Conselho Nacional de Saúde. Comissão nacional de ética em pesquisa: Resolução Nº466/12 de pesquisa com humanos. Brasília, DF; 2012. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html

Likert RA. Technique for the Measurement of Attitudes. Archives of Psychology. 1932; 22(140):1-55.

Ando GYU. Miarka, B., Pinto & M. N. N. Avaliação de análise técnico-tática em combates de judô por programa computacional por usuários com diferentes níveis de expertise. Journal of Physical Education. 2016; 27: e2718, 1-13. http://dx.doi.org/10.4025/jphyseduc.v27i1.2718

Sugai, V. L. O caminho do Guerreiro: a contribuição das artes marciais para o equilíbrio físico e espiritual. Vol. 1. São Paulo, SP - Brasil: Gente. 2000. 228p.

Gomes FRF, Junior CMM, Shimoda WK, Tani G. Validação de uma lista de checagem para análise qualitativa do padrão de movimento do golpe de judô Tai Otoshi. Revista Eletrônica da Fia. Academos. 2007; (4): 12-27.

Greco PJ, Viana JM. Os princípios do treinamento técnico aplicados ao judô e a inter-relação com as fases do treinamento. Revista de Educação Física UEM.. 2008; 8(1): 37-43.

Drigo AJ. Lutas e escolas de ofício: analisando o judô brasileiro. Motriz. 2009; 15(2):396-406.

Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Brasília, DF - Brasil: Ministério da Educação; 1996.

Drigo AJ, Souza Neto S, Cesana J, Gomes Tojal JBA. Artes marciais, formação profissional e escolas de ofício: Análise documental do judô Brasileiro. Motricidade. [Online] 2011; 49-62. Available from: doi:10.6063/motricidade.7(4).88

Endereço: http://177.38.96.106/index.php/revista/article/view/399

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.