Comparação do Efeito Agudo do Treinamento de Força Versus Potência Muscular Sobre as Respostas Metabólicas, Cardiovasculares e Psicofisiológicas em Idosas Hipertensas

Por: Vania Silva Macedo Orsano.

85 páginas. 2018 03/05/2018

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Resumo

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi comparar os efeitos agudos do treinamento de força tradicional versus o treinamento de potência muscular sobre as respostas metabólicas, cardiovasculares e psicofisiológicas em mulheres idosas hipertensas. Métodos: Foram selecionadas 15 mulheres idosas (idade, 67,1 ± 6,9 anos, altura, 151 ± 7 cm), classificadas com hipertensão estágio 1 ou 2. Todos os sujeitos foram alocados aleatoriamente para completar os treinos, com diferença de uma semana entre as sessões. As sessões de treinamento foram compostas por 10 exercícios realizados a 70% de 10 RM, envolvendo três séries de 10 repetições com 1 min de descanso entre séries e exercícios. Os exercícios de resistência para TP e TF tradicional foram: supino reto com barra, leg-press horizontal, puxador frontal, cadeira extensora, desenvolvimento máquina, mesa flexora, extensão dos cotovelos, flexão plantar em pé, flexão do cotovelo com barra livre e dorsiflexão (Physicus, Auriflama, São Paulo, Brasil). Antes das duas sessões, os participantes foram autorizados a aquecer por 10 min em uma esteira (Movimento-PRO 150, São Paulo, Brasil) a 65-75% da reserva de frequência cardíaca (FCR). Durante a TF tradicional, os indivíduos foram aconselhados a completar a fase concêntrica e excêntrica do movimento em um ritmo moderado (2-3 s cada), enquanto durante o TP completaram a fase concêntrica o mais rápido possível e a fase excêntrica com um 2-3 s cadência. Medidas cardiovasculares (frequência cardíaca e pressão arterial) foram controladas durante as sessões para evitar qualquer resposta anormal. A frequência cardíaca, a pressão sanguínea, a resposta afetiva, a percepção subjetiva do esforço e as amostras de sangue para analisar a capacidade de lactato, nitrato, nitrito e pró e antioxidantes foram coletadas antes e depois das sessões de treino. Os indivíduos receberam orientação nutricional em relação a nutrientes que poderiam afetar a análise cardiovascular e de nitrato / nitrito. Resultados: A pressão arterial sistólica não foi diferente (p> 0,05) na sessão TF em comparação com TP no início e durante 30 minutos após as sessões. A pressão sanguínea diastólica, o duplo produto e a frequência cardíaca não foram significativamente diferentes (p> 0,05) na sessão TF em comparação com TP no início e durante 45 minutos após as sessões. O óxido nítrico apresentou uma elevação superior (p <0,0005) para sessão de potência em comparação com a sessão de TF após 30 minutos de exercício. Thiobarbituric acid reactive substances (TABARS) e a capacidade antioxidante equivalente Trolox (TEAC) foram significativamente maiores (p <0,05) para a sessão de potência em comparação com a sessão TF apenas imediatamente após o exercício. Não houve diferenças para as variáveis psicofisiológicas entre os protocolos. Conclusão: A resposta aguda cardiovascular e metabólica, incluindo o estresse oxidativo, é transitória e dentro dos valores normais para estas variáveis. Tomados em conjunto com as respostas afetivas positivas, TP e TF com essa intensidade e volume parecem ser seguros para mulheres hipertensas idosas sob medicação.

Endereço: https://bdtd.ucb.br:8443/jspui/bitstream/tede/2443/2/VaniaSilvaMacedoOrsanoTese2018.pdf

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