Comparação Entre a Máxima Velocidade Aeróbia e Seu Respectivo Tempo Limite Determinado Por Diferentes Métodos e Sua Relação com a Performance de Corredores

Por: Danilo Fernandes da Silva.

2012 19/10/2012

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Resumo

A máxima velocidade aeróbia (MVA) e seu respectivo tempo limite (tlim) são preditores da performance aeróbia de corredores. A velocidade associada à ocorrência do consumo máximo de oxigênio (vVO2max) e a velocidade pico (Vpico) são duas variáveis referentes à MVA e são determinadas a partir de diferentes métodos. A Vpico, em especial, parece ser de grande relevância prática por poder ser determinada sem o uso de um analisador metabólico de gases necessário para a determinação da vVO2max. Entretanto, poucos estudos a determinaram, sobretudo em conjunto com seu tlim. O objetivo do presente estudo foi determinar a MVA e seu respectivo tlim a partir de dois diferentes métodos. Participaram do estudo 21 corredores com idade de 41,2 ± 6,9 anos, massa corporal de 75,4 ± 11,4 kg, estatura de 173,9 ± 7,8 cm, índice de massa corporal de 24,8 ± 2,4 kg.m-2, consumo máximo de oxigênio (VO2max) de 54,0 ± 7,6 mL.kg-1.min-1 e experiência em provas de distâncias entre 5 e 15 km (tempo de prática de 10,9 ± 11,1 anos). Os participantes foram submetidos, aleatoriamente, a dois testes incrementais contínuos de esforço máximo em laboratório (esteira ergométrica automática multiprogramável, INBRAMED Super ATL, Porto Alegre - Brasil), com inclinação da esteira fixada em 1%, para a determinação da vVO2max e da Vpico. A vVO2max foi determinada a partir da equação proposta por Lacour et al. (1990, 1991) com base no custo energético de corrida (CR), no VO2max e no consumo de oxigênio de repouso (VO2rep), os dois últimos determinados por meio do sistema de espirometria de circuito aberto FitMate (COSMED®, Roma - Itália). A Vpico foi determinada através de um protocolo incremental "limpo", ou seja, sem o uso da espirometria, sendo considerada a maior velocidade atingida durante o teste. O teste incremental foi precedido de um aquecimento de três minutos a 7 km.h-1 e iniciou a 9 km.h-1 com incrementos de 1 km.h-1 a cada três minutos. Os testes foram mantidos até exaustão voluntária e os participantes foram encorajados verbalmente a se manterem em esforço pelo maior tempo possível. Após cada teste incremental foram realizados, em ordem aleatória, dois testes com o objetivo de determinar o tlim a 100% da vVO2max e Vpico. Além dos testes laboratoriais, os participantes realizaram duas performances referentes às provas de 10 e 15 km, feitas em pista de atletismo de 400 metros. Os dados foram apresentados em média ± desvio padrão. Foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk para verificação da normalidade dos dados, teste t para amostras dependentes para comparação entre os métodos, o teste de concordância de Bland-Altman (1986) e coeficiente de correlação de Pearson; adotando-se nível de significância de p<0,05. Os resultados demonstraram que a vVO2max (15,5 ± 1,7 km.h-1) foi significativamente maior que a Vpico (15,2 ± 1,4 km.h-1). Também foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre o tlim na vVO2max (5,4 ± 2,1 min) e o tlim na Vpico (6,3 ± 1,4 min). As correlações entre a Vpico e as performances foram mais elevadas (10 km r = 0,77; 15 km i iv r = 0,75) que as correlações entre a vVO2max e as mesmas provas (10 km r = 0,65; 15 km r = 0,64). Além disso, o tlim na Vpico apresentou relação com a prova de 10 (r = -0,44) e 15 km (r = -0,45), relação que não foi observada entre o tlim na vVO2max e as performances. Em conclusão, a Vpico apresentou correlações mais elevadas com as performances de 10 e 15 km do que a vVO2max. O tlim na Vpico também apresentou correlação estatisticamente significante com as performances, relação que não foi observada entre o tlim na vVO2max e as performances.

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