Comparação Entre Bioimpendância e Antropometria e a Relação de índices Corporais Ao Gasto Energético de Repouso e Marcadores Bioquímicos Sanguíneos em Mulheres da Normalidade à Obesidade

Por: Carlos Alexandre Fett, Julio Sergio Marchini e Waléria Christiane Rezende Fett.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano - v.8 - n.1 - 2006

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Resumo

O excesso de gordura corporal é relacionado à piora dos marcadores bioquímicos sangüíneos, se associando ao aumento da morbi/mortalidade. É sugerido que a antropometria é limitada para avaliar a composição corporal de diferentes índices de massas corporais (IMC, kg/m2). Portanto, os objetivos deste estudo foram comparar à antropometria a bioimpedância e também, se os índices corporais antropométricos eram correlacionados aos marcadores bioquímicos sanguíneos e ao gasto energético de repouso. Mulheres entre normalidade e obesidade (n=48; idade: 18 a 64 anos, 36±11 anos, média e desvio padrão; IMC=24 a 57, 31±6), foram voluntárias. A composição e índices corporais foram avaliados por antropometria e bioimpedância; o gasto energético de repouso (GER) por calorimetria indireta em jejum, pela manhã, e coletadas amostras sangue. Quatro fatores bioquímicos de risco foram correlacionados (P<0,05) ao peso, ao índice abdômen/quadril e a soma de oito pregas cutâneas. Cinco fatores bioquímicos de risco foram correlacionados (P<0,05), ao IMC, à circunferência do abdômen e ao percentual de gordura. O peso, o percentual de gordura, o IMC e a massa corporal magra foram positivamente correlacionados ao GER (P<0,05). As massas magras estimadas por bioimpedância e por antropometria foram estatisticamente iguais. Em conclusão, os dados antropométricos indicam boa correlação com os marcadores bioquímicos sangüíneos. A taxa colesterol total/HDL teve correlação com todas as medidas antropométricas e a glicose com nenhuma. A antropometria é um método simples e barato e está bem correlacionada aos marcadores bioquímicos sanguíneos, ao gasto energético de repouso e a bioimpedância. A redução nestes fatores de risco, através da mudança de estilo de vida, permitem reduzir a mobidade e mortalidade.

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh/article/view/3760

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