Comparação do Vo2 Máximo Estimado, Tempo de Corrida de 50 Metros e Carga Psíquica de Jogadores de Futebol de Posições Diferentes de Equipes da Categoria Júnior, da Região Metropolitana de Belo Horizonte - Minas Gerais

Por: Guillermo de Ávila Gonçalves.

242 páginas. 1993

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Resumo

Os jogadores de futebol atuam em posições diferentes no campo de jogo, sendo que cada posição requer do futebolista que a ocupa o desempenho de funções táticas específicas, que submetem os atletas a diferentes exigências de esforço durante um jogo oficial. Os objetivos desta pesquisa foram os de analisar e comparar o VO2 máximo estimado, o tempo de corrida de 50 metros e a carga psíquica de jogadores de futebol, de posições diferentes, da categoria júnior, de Belo Horizonte - MG. Estas variáveis foram medidas, respectivamente, pelos testes de BRUCE na esteira rolante, de corrida de 50 metros e de carga psíquica de FRESTER. A amostra foi constituída por 57 jogadores de duas das melhores equipes de futebol júnior do Estado de Minas Gerais, divididos em quatro grupos distintos, de acordo com suas posições em campo: 1 - goleiros, 2 - laterais e pontas, 3 - zagueiros e centro-avantes e 4 - meio-campistas. Os atletas possuíam, à época da coleta de dados, idade média de 18,5 (+/-0,9) anos; peso médio de 69,3 (+/- 7,1) Kg; altura média de 1,75 (+/-0,05) m; e percentual de gordura médio de 11,9 (+/-2,2). Foram encontradas diferenças significativas de VO2 máximo, quando o grupo de goleiros foi comparado aos grupos de laterais e pontas e de meio-campistas. O VO2 máximo dos laterais, pontas e meio-campistas, associados, foi significativamente superior ao dos goleiros, zagueiros e centro-avantes, também associados. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos, quanto ao tempo de corrida de 50 metros. A carga psíquica dos atletas não variou de acordo com suas posições. No entanto, para o comportamento da totalidade dos atletas, os fatores mais motivadores foram: "espectadores" e "pensar constantemente no cumprimento das metas desejadas"; enquanto os fatores mais estressantes foram "sensação de debilidade física" e "dormir mal na noite antes da competição". Finalizando o trabalho, são apresentadas recomendações para os treinadores das equipes de juniores, entre elas: a adoção de treinamentos aeróbicos diferenciados por posições e a aplicação de treinamentos psicológicos bem estruturados, voltados para o controle do estresse e para a otimização dos efeitos dos fatores motivadores sobre o comportamento dos futebolistas na competição.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=1474&listaDetalhes%5B%5D=1474&processar=Processar

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