Comportamento Alimentar, Percepção do Peso e Imagem Corporal das Bailarinas Clássicas do Studio de Dança do Instituto Estadual de Educação do Município de Florianópolis/sc

Por: Laurien Cristhine Ziem Nascimento.

58 Reunião Anual da SBPC

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INTRODUÇÃO:

A imagem corporal difere entre os indivíduos e está relacionada aos aspectos estruturais e aparência, entre outros aspectos psicológicos e físicos, podendo sofrer influências quanto aos ideais e estereótipos adotados pela sociedade. A busca pelo corpo ideal pode desencadear distorção da imagem corporal e distúrbios alimentares. Esta problemática ocorre em grande parte nas mulheres, com maior freqüência em adolescentes, principalmente praticante de atividades que exigem perfil magro, como as bailarinas. Diante do exposto realizou-se um estudo de caso com objetivo de analisar o comportamento alimentar, percepção do peso e da imagem corporal de bailarinas clássicas do Studio de Dança do Instituto Estadual de Educação.


 METODOLOGIA:

O estudo caracterizou-se como sendo de campo do tipo descritivo de caso, em que participaram do estudo 43 bailarinas clássicas selecionadas intencionalmente pelo tempo de prática (5 anos ou mais), idade (mínimo 12 anos) e carga semanal de aula (3 horas ou mais). Os instrumentos utilizados na coleta de dados foram: (a) entrevista semi-estruturada para caracterização pessoal e da prática das bailarinas; (b) composição corporal conforme protocolo de Petroski (1999), sendo utilizada uma balança (precisão de 100gr) para medida da massa corporal, uma fita métrica fixada na parede com ponto zero ao nível do solo para medida da estatura e um plicômetro para as medidas de dobras cutâneas; (c) questionário BSQ (COOPER et al., 1987) para constatar a imagem corporal e duas questões iniciais do questionário BITE (HENDERSON e FREEMAN, 1987) para verificar a percepção do peso corporal; (d) e os questionários EAT-26 (GROSS et al., 1986) e BITE para verificar o comportamento alimentar das bailarinas. As entrevistas, aplicação dos questionários administrados pela pesquisadora e as medidas antropométricas ocorreram no local em que as bailarinas praticam balé clássico.


RESULTADOS:

Os resultados indicaram: (a) que as bailarinas apresentam uma média de 16,13 (± 3,8) anos de idade, 9,53 (± 2,53) anos de tempo de prática e que a maior parte (62,8%) encontra-se no nível de treinamento intermediário, com aulas em torno de 3 horas ou mais (74,4%) e duas vezes por semana (65,1%); (b) as seguintes médias para composição corporal: estatura 161,6cm (±7,07), massa corporal 51,32kg (±7,44), percentual de gordura 23,67% (±4,41) e índice de massa corporal 19,6kg/m2 (±2,07), com evidência de que as bailarinas apresentam resultados semelhantes à população em geral e a bailarinas da mesma faixa etária; (b) percepção de peso corporal com desejo em pesar menos (76,8%), e imagem corporal normal (81,4%), a qual pode estar relacionada a satisfação e valorização do corpo (autovalorização física); (c) inexistência de distúrbio alimentar para anorexia (valor médio de 9,2), e comportamento compulsivo (valor médio de 8,5) considerado dentro dos limites de normalidade, talvez devido a baixa carga de treinamento, além de supor que as mesmas não recebem rigorosa cobrança quanto ao padrão estético.


CONCLUSÕES:

Conclui-se que as bailarinas do estudo não apresentam comportamento alimentar anormal e distorção da imagem corporal, mas o desejo de pesar menos, devido aos padrões estéticos percebidos pelas bailarinas e nível técnico.

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