Comportamento Angular do Joelho e Tornozelo de Crianças com Síndrome de Down Submetidas à Equoterapia

Por: Carlos Bolli Mota, Estefania Bertoldo Venturini, Fernando Copetti, Karla Mendonça Menezes e Susane Graup.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Todo déficit neurológico afeta, em diferentes níveis, o controle do movimento.
Entre as diversas formas que as deficiências podem se manifestar, a Síndrome de
Down apresenta um atraso no desenvolvimento, tanto das funções motoras como
das mentais. Formas de intervenções podem ser empregadas na reabilitação de
movimentos perdidos ou afetados, buscando minimizar os efeitos negativos
produzidos pelas patologias, visando, de maneira geral, a melhora na qualidade do
movimento e independência nas atividades da vida diária. Estudos que investigam a
intervenção terapêutica com o cavalo, em especial o efeito do movimento
multidimensional gerado pela andadura do mesmo, vem apresentando bons
resultados, demonstrando que é capaz de promover melhorias no tratamento de
distúrbios ou deficiências neuromotoras, devido as combinação de estimulações
sensoriais e componentes de reabilitação motora gerados. Sendo assim, o presente
estudo objetivou analisar o comportamento angular do joelho e tornozelo durante
a marcha de crianças com Síndrome de Down submetidas à equoterapia. O grupo
de estudo foi escolhido intencionalmente sendo composto por três crianças do
sexo masculino com Síndrome de Down. A variável independente inserida neste
estudo foi a intervenção terapêutica utilizando o cavalo. As análises foram realizadas
intra-sujeitos sendo o pós-teste realizado após 13 sessões de tratamento. Cada sessão
de equoterapia teve duração de 50 minutos, com intervalo de sete dias entre elas. A
análise de movimentos foi realizada a partir do Sistema Peak Motus. A velocidade
do andar foi auto-selecionada.A normalidade dos dados foi verificada pelo Teste de
Shapiro-Wilk. Posteriormente utilizou-se o Teste "t" de Student para amostras
dependentes e estatística descritiva. Diferenças estatisticamente significativos foram
observadas para a articulação do tornozelo predominantemente na fase de balanço
para todos os sujeitos, demonstrando aumento na dorsiflexão plantar nesta fase.
Para a articulação do joelho diferenças foram verificadas em momentos distintos do
ciclo, não apresentando uma tendência observável. A equoterapia foi capaz de
desencadear modificações no comportamento angular do tornozelo e joelho durante
o movimento de andar das crianças com Síndrome de Down.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/61_Anais_p221.pdf

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