Comportamento da Pressão Arterial e da Frequência Cardíaca em Mulheres Normotensas e Hipertensas Durante a Realização do Virabhadrásana II

Por: D. Y. Nishimoto, H. L. Monteiro, J. Mizuno e J. Z. Brandani.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A ioga é uma arte milenar que nasceu na região do Vale do Indo, região correspondente aos países da Índia, Paquistão e Nepal. Atualmente uma aula de Hatha Yoga é composta por ásanas (posturas), pranayamas (respiração), relaxamento e meditação, dos quais os ásanas compõe cerca de 70% da aula. As posturas são utilizadas para fortalecimento muscular, alinhamento postural, flexibilidade e sua aplicação terapêutica tem sido investigada em diferentes doenças, entre as quais a hipertensão arterial (HA). A literatura básica sobre a ioga informa que algumas posições como a do Virabhadrásana II pode provocar aumento acentuado da pressão arterial (PA), e por esse motivo deve ser praticada com cautela por pessoas acometidas por HA, no entanto, estas observações são baseadas em dados empíricos. Dessa forma o objetivo do estudo foi verificar o comportamento da PA e da frequência cardíaca (FC) em mulheres com e sem HA durante a execução do Virabhadrásana II. Para tanto, foram avaliadas 30 mulheres, 15 com HA (grupo HI) e 15 sem HA (grupo NO) com idade média de 62,3±10 anos sem experiência prévia com a prática da ioga. A PA e a FC foram aferidas com aparelho automático (Omron - HEN 7200). Foram realizadas duas aferições, 1) cinco minutos antes de ser realizada a postura; e, 2) durante a execução do ásana, que foi sustentada por um minuto; a diferença entre os dois momentos foi considerado como o delta. Para a análise estatística foi utilizado o software Statical Package of Social Science 13.0, para comparação dos momentos pré e pós-intervenção foi utilizado teste de Wilcoxon, já para a comparação entre os grupos foi utilizado o teste U-Mann-Whitney. Foi adotado nível de significância de p < 0,05. Quando comparado ao valor de repouso, durante a execução do ásana os grupos NO e o HI apresentaram aumento significativo da pressão arterial sistólica (PAS) (123±14 versus 132±19; p=0,002 e 123±11 versus 141±12, p=0,001, respectivamente) e na FC (69±9 versus 77±8; p= 0,001 e 77±9 versus 90±10; p= 0,001, respectivamente). A pressão arterial diastólica (PAD) não apresentou diferença estatística em nenhum dos grupos. Quando os valores dos deltas entre os grupos foram comparados não foi observada nenhuma diferença estatística nas variáveis de PAS e PAD. O delta da FC do grupo NO foi significativamente menor (8,1±6 versus 12,7±8,2, p=0,000). A maior elevação da FC do grupo HI pode estar associada à redução da sensibilidade barorreflexa. A partir dos resultados podemos concluir que durante a execução do Virabhadrásana II ocorreu aumento significativo da PAS e da FC em ambos os grupos, demonstrando que esta postura deve ser realizada com precaução por sujeitos com HA.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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