Comportamento da Freqüência Cardíaca de Repouso (fcr) em Função do Ambiente e das Posições do Corpo (dados Parciais)

Por: Dalila Tosset, Marcos Franken e Silvana Correa Matheus.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Vários fatores podem influenciar a FCR, como à idade, a posição do corpo, fatores
psicológicos, as características do ambiente e nível de condicionamento cardiovascular
(KRUEL, 1994). Geralmente em atividades físicas aquáticas, a FCR é mensurada na
posição vertical para posterior prescrição das intensidades de treinamento. Como a
natação é praticada na posição horizontal, o ideal seria que a variável fosse obtida
nesta posição, o que normalmente não acontece. Devido a sua simplicidade de
medição e pelas suas relações com o consumo de oxigênio e com a intensidade de
esforço, é muito utilizada durante o exercício. Sendo assim, surge a necessidade de se
verificar a variabilidade da FCR nas diferentes posições do corpo de acordo com as
características do ambiente de coleta e identificar a melhor forma para a obtenção
da variável pretendida com este estudo. Então, teve-se como objetivo geral analisar
o comportamento da FCR em função da posição do corpo [horizontal e vertical] e
do ambiente de mensuração [fora da água (FA) ou dentro da água (DA)]. Foram
avaliados 48 indivíduos de ambos os sexos, com idade média de 27,63±9,79 anos e
praticantes de natação. Com o auxílio de um sensor de FC, os dados foram obtidos
DA e FA, nas duas posições (horizontal e vertical), após os indivíduos terem
permanecido cinco minutos em repouso. Os resultados demonstraram diferença
significativa ao se comparar DA horizontal vs vertical (p=0,0344); FA horizontal vs
vertical (p<0,0001); vertical DA vs FA (p=0,0011); DA vertical vs FA horizontal
(p<0,0001). Já ao comparar horizontal DA vs FA (p=0,1820) e ao comparar FA
vertical vs DA horizontal (p=0,3313), não se constatou diferenças estatisticamente
significativas. Os resultados obtidos são satisfatórios quando se refere à posição
horizontal DA e FA, tendo em vista as dificuldades para se obter a FCR DA. Tal
achado representa uma ferramenta valiosa para a prescrição das intensidades de
nado, já que existe diferença entre as FCRs DA obtidas nas posições horizontal e
vertical, não sendo pertinente, portanto, o uso da última para a prescrição do
treinamento em natação

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/64_Anais_p277.pdf

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