Resumo

O comportamento sedentário pode desempenhar papel importante nos resultados relacionados à saúde, independentemente da quantidade de atividade física na vida diária (AFVD). Nosso objetivo foi avaliar e comparar o comportamento sedentário, bem como a capacidade funcional em tabagistas e não tabagistas fisicamente ativos. Vinte e oito tabagistas adultos e 38 não tabagistas sem doenças respiratórias foram pareados por idade, sexo, índice de massa corporal, composição corporal, risco cardiovascular e AFVD moderada a intensa. Os participantes realizaram espirometria, teste de exercício cardiopulmonar (TECP), teste de caminhada de seis minutos (TC6), dinamometria isocinética e composição corporal (bioimpedância). Apesar da quantidade semelhante de AFVD moderada a intensa (mediana, 4,5h/semana para tabagistas e 4,0h/semana para os não tabagistas), os tabagistas passaram mais tempo deitados (mediana, 8,2h/semana: intervalo de confiança de 95%, 5,4 a 19,1 vs. 6,1h/semana: 3,7 a 11,2) e em atividades sedentárias (mediana, 100h/semana: 66 a 129 vs. 78h/semana: 55 a 122) em comparação com não tabagistas. Os tabagistas também apresentaram pior espirometria, pico de V’O2 e freqüência cardíaca máxima no TECP, TC6 e índices isocinéticos (p<0,05). Observamos uma forte correlação entre o tempo gasto deitado e a espirometria (r = - 0,730) nos tabagistas. O tabagismo está relacionado ao maior comportamento sedentário, apesar do nível AFVD adequado. Um nível AFVD adequado não reduziu os efeitos deletérios do tabagismo na capacidade funcional. Interromper o comportamento sedentário pode ser uma intervenção apropriada em tabagistas para a prevenção de doenças.

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